Katatonia está de volta!

Katatonia está de volta!

Katatonia anunciou em 2017 que entraria em hiato

Os suecos do Katatonia estão de volta, comemorando os dez anos de lançamento do álbum Night Is The New Day. A Peaceville irá lançar uma edição deluxe do álbum no dia 17 de maio.

A banda fará seis shows na Europa tocando o disco na íntegra.

O último álbum do Katatonia, The Fall Of Hearts, foi lançado em 2016. Leia resenha clicando aqui.

Swallow The Sun – When A Shadow Is Forced Into The Light

Swallow The Sun – When A Shadow Is Forced Into The Light

Quando uma sobra é forçada à luz. O título do novo álbum do Swallow The Sun é auto-explicativo. Uma viagem densa e melancólica, entre o belo e o desesperador, o triste e o esperançoso, o amor e a morte. A saudade.

Era difícil de imaginar qual direção a banda seguiria após o disco triplo anterior, Songs From The North lançado em 2015 (leia resenha clicando aqui), já que cada disco traz uma sonoridade diferente.

When Shadow Is Forced Into The Light será lançado no dia 25 de janeiro pela Century Media, e foi precedido pelo EP “Lumina Aurea”. Uma música com quase 14 minutos de duração e que tem a participação do Einar Selvik do Wardruna e Marco I. Benevento do The Foreshadowing. A primeira vez que ouvi “Lumina Aurea”, o que se passou na minha cabeça foi “Que porra é essa?”. Sério, são 14 minutos muito atmosféricos e totalmente diferente de qualquer outra coisa que o Swallow The Sun já lançou. Até que resolvi ouvir de uma forma diferente. Deitada, no escuro, e ali entendi quando Juha Raivio, guitarrista e fundador da banda, quis dizer com “Lumina Aurea é uma música que eu nunca queria ter escrito. É um sangramento aberto, uma ferida negra dos últimos dois anos e meio da minha vida […] A maneira como escrevi e gravei foi tão violenta, emocional e fisicamente, que acho que nunca irei falar sobre isso em público”. Realmente, Juha, é um sangramento. Não demorou muito para que ali, no escuro, eu começasse a sentir uma sensação estranha. Um aperto no peito, um soco no estômago. E essas foram só as primeiras sensações.

Todo esse sentimento carregado que o novo trabalho do Swallow The Sun traz tem um motivo: a morte precoce de Aleah Starbridge, parceira de Juha Raivio, vocalista do Trees Of Eternity e que também participou de trabalhos do Swallow The Sun e Amorphis. “Cada palavra e nota que escrevi, escrevi para Aleah e sobre minha própria batalha desde que ela se foi. O título do álbum vem das próprias palavras dela. Isso foi exatamente o que eu precisava fazer. Para me empurrar para fora das sombras.”

SWALLOW THE SUN – When a Shadow is Forced into the Light

O vocalista e guitarrista do Les Discrets, Fursy Teyssier, foi o responsável pela capa do disco, que de acordo com Raivio “É uma guerreira mascarada. Ela cortou as asas negras dos demônios. Ela está no topo de uma pilha de asas negras que sangram ouro na água”.

O álbum começa com a faixa-título – e que já se tornou uma das minhas favoritas da banda, além de ser a mais pesada e desesperadora, além de dar espaço a todo o talento vocal de Mikko Kotamäki. Tem vocal limpo, rasgado,  deep growls. O que será que ele não consegue cantar? Sem contar com a voz de Jaani Peuhu, que traz um contraponto de suavidade belo e melancólico.

“The Crimson Crown” talvez seja a mais ‘leve’ do álbum e tem um ‘Q’ de Anathema , Alcest e Katatonia atual, seguida por “Firelights” e “Upon The Water”, que foram as escolhidas para serem os primeiros singles do disco. Começam calmas, progridem de uma forma emocional, flertam com o Black Metal, e a cada nova audição você descobre algo novo. Uma nova camada de algo.

“Stone Wings”, “Clouds On Your Side” e “Here On The Black Earth” é uma trinca MUITO emotiva, com refrões que nos esmagam. Difícil de dizer se são canções de partir o coração, ou de juntar os pedaços. O álbum fecha com a não menos emotiva “Never Left”.

O fato é que esse álbum traz um STS diferente, principalmente para aqueles que esperavam algo mais lento, pesado, algo mais funeral. Esse é um STS mais melódico, com muitas mais camadas de voz, cordas, teclados, texturas e refrões muito mais pegajosos. São músicas carregadas de vários sentimentos e sensações. São poucos os álbuns de Doom (e estilos derivados) que nos faz, realmente, embarcar numa viagem melancólica, obscura, e ao mesmo tempo recheada de uma sensação boa. É difícil de explicar como um álbum de Doom pode trazer paz, mas é isso que acontece. É como se fosse uma trilha sonora de um momento de libertação. Em When A Shadow Is Forced Into The Light, o Swallow The Sun prova que o amor é mais forte que a morte.

O Doom Metal é onde a tristeza repousa.

Swallow The Sun – When A Shadow Is Forced Into The Light (2019) – Century Media Records
01. “When A Shadow Is Forced Into The Light”
02. “The Crimson Crown”
03. “Firelights”
04. “Upon The Water”
05. “Stone Wings”
06. “Clouds On Your Side”
07. “Here On The Black Earth”
08. “Never Left”

Swallow The Sun

Swallow The Sun é: Jaani Peuhu, Juha Raivio, Mikko Kotamäki, Juuso Raatikainen, Juho Räihä e Matti Honkonen.

Swallow The Sun lançará novo álbum em janeiro

Swallow The Sun lançará novo álbum em janeiro

When a Shadow Is Forced Into The Light é o nome do novo álbum dos finlandeses do Swalow The Sun.

Após lançar o incrível Songs From The North em 2015, leia resenha clicando aqui, a banda lançará o novo trabalho no dia 25 de janeiro pela Century Media Records.

Antes disso, o Swallow The Sun disponibilizará no dia 21 de dezembro o single “Lumina Aurea”, faixa com 14 minutos de duração e que será lançada em vinil de 12”. A música traz a participação de Einar Swlvik do Wadruna e Marco I. Benevento, do The Foreshadowing.

When A Shadow Is Forced Into The Light tracklist:
“When A Shadow Is Forced Into The Light”
“The Crimson Crown”
“Firelights”
“Upon The Water”
“Stone Wings”
“Clouds On Your Side”
“Here On The Black Earth”
“Never Left”

Swallow The Sun

Paradise Lost – São Paulo/SP – 01/09/2018

Paradise Lost – São Paulo/SP – 01/09/2018

Esse foi o meu segundo show do Paradise Lost (o primeiro foi em 2016) e nem sei dizer qual foi melhor. Rapaz…que banda! É triste, é pesado, é dançante. Como conseguem ser tudo isso? 30 anos de carreira sem deixar a peteca cair. 30 anos de escuridão e melancolia. Há 30 anos alegrando góticos e headbangers.

Os caras vieram ao Brasil pra divulgar o álbum Medusa, lançado em 2017 pela Nuclear Blast.

Tem texto completo lá no Wikimetal.

Paradise Lost é:
Nick Holmes (vocal)
Greg Mackintosh (guitarra)
Aaron Aedy (guitarra)
Steve Edmondson (baixo)
Waltteri Väyrynen (bateria)

São Paulo/SP – 01/09/2018:
“From The Gallows”
“Gothic”
“One Second”
“Erased”
“Enchantment”
“Requiem”
“Medusa”
“An Eternity Of Lies”
“Faith Divide Us – Death Unites Us”
“Blood And Chaos”
“As I Die”
“Beneath Broken Earth”
“Embers Fire”
“No Hope In Sight”
“The Longest Winter”
“Say Just Words”

Foto gentilmente cedida pelo Yuri Murakami. =D

Swallow The Sun – Songs From The North

Swallow The Sun – Songs From The North

Pausa para esse álbum que amo, na verdade, esses álbuns, pois são três!

Songs From The North I, II e III é uma das obras mais belas que surgiu no Doom Metal nos últimos anos, isso porque além de letras fodas pra caralho, cada disco tem uma sonoridade diferente.

Parte I – Melancolia
O primeiro disco é o meu preferido. Arrastado, mas sem perder a melodia, letras profundas, refrões que ficam na cabeça, vocais guturais mesclando com limpos.  “Heartstrings Shattering” (que conta com a participação da ex-vocalista do Trees Of Eternity, Aleah Stanbridge), “Lost & Catatonic” e “From Happiness to Dust” são destaques absolutos.

Parte II – Beleza
Álbum acústico, belo,lento e que mostra a versatilidade do vocalista Mikko Kotamäki, um dos meus cantores preferidos de gutural, mas que mostra que sua voz também tem beleza quando limpa. Amo as músicas “The Heart Of A Cold White Land” e “Pray For The Winds To Come”.

Parte III – Desespero
Funeral Doom daqueles bem maravilhosos. É pesado, leeeeeento, vocais desesperadores. O peso se alterna com passagens mais tranquilas, mas nada que tire aquela sensação de dor ao ouvir. E o Doom Metal é sobre isso mesmo, certo? Minha preferida é “Empire Of Loneliness”.

A banda veio ao Brasil apenas uma vez, em 2014, no extinto (e maravilhoso festival) Overload Music Fest.

O Swallow The Sun teve duas baixas em sua formação após Songs From The North: O tecladista Aleksi Munter e o guitarrista Markus Jämsen.

Swallow The Sun atualmente é:
Mikko Kotamäki – vocal
Juha Raivio – guitarra
Matti Honkonen – baixo
Juuso Raatikainen – bateria

Swallow The Sun

Katatonia – The Fall Of Hearts

Katatonia – The Fall Of Hearts

O que falar desse álbum que eu conheço bem e considero pacas?

Por muitos anos eu fui avessa ao Doom Metal. Gostava de coisas agitadas. A energia do Thrash, a raiva do Death, a alegria do Power. Mas o mundo do Heavy Metal é tão sortido, diverso. Existem tantas sonoridades, nuances e sentimentos distintos a nos proporcionar, até que aos poucos, bem aos poucos, eu me rendi. E me surpreendi.

O Katatonia surgiu no início da década de 90, na Suécia, mesclando Doom e Death, mas aos poucos o som foi se modificando até chegar nessa belezura de álbum lançado em 2016: The Fall Of Hearts.

Sabe aquele tipo de disco que é difícil de escolher uma música favorita? Peso e melodia alinhados a letras belíssimas. Que álbum!

Se você é iniciante na arte do ‘metal triste’, The Fall Of Hearts é um disco perfeito pra você. Não é tão arrastado e nem tão pesado. Na verdade, diria até que não é tão Doom, mas não perde as raízes.

“Takeover”, “Serein”, “Decima”, “Serac” e “Last Song Before The Fade” são as músicas que mais se destacam. E sim, sei que muita gente diz que a parte lírica desse disco é melosa, fala muito sobre amor, mas qual o problema?

Katatonia hoje é:
Jonas Renksee – Vocal
Anders Nyström – Guitarra
Roger Öjersson – Guitarra
Niklas Sandin – Baixo
Daniel Moilanen – Bateria

katatonia