Maio 2020 – Shows online e entrevistas sobre Rock e Heavy Metal

Maio 2020 – Shows online e entrevistas sobre Rock e Heavy Metal

07.05 – Quinta-feira

08.05 – Sexta-feira

09.05 – Sábado

11.05 – Segunda-feira

21h – Metallica

14.05 – Quinta-feira

15.05 – Sexta-Feira

18.05 – Segunda-feira

20.05 – Quarta-feira

  • 21h – Lost Society

21.05 – Quinta-feira

  • 15h – Lost Society

25.05 – Segunda-feira

21h – Metallica

29.05 – Sexta-feira

15h – Insomnium
21h – Sonata Arctica

30.05 – Sábado

  • 15h – Sonata Arctica
2021 – Festivais de Rock e Heavy Metal

2021 – Festivais de Rock e Heavy Metal

Covid-19 chegou derrubando quase todos os festivais de Rock e Metal do mundo em 2020 e cancelando as viagens de muitos bangers brasileiros. Pois bem, trouxemos aqui a lista das datas dos festivais do próximo ano, pra quem ainda tá firme e forte no planejamento de uma Metal Trip.

Esse post será atualizado sempre 🙂

Os festivais que estão sem data é porque ainda não divulgaram a edição de 2021.

MÊSDIASPAÍSFESTIVAL
Janeiro07 a 11EUA70.000 Tons Of Metal
Fevereiro13 a 14UKHammerfest
Março 05 a 06 Alemanha Hell Over Hammaburg
Março19 a 21SuíçaElements Of Rock
Março20AlemanhaHeildeberg Deathfest
Abril01 a 04NoruegaInferno Metal Festival
Abril03 a 04AlemanhaDark Easter Metal Meeting
Abril 05 a 06AlemanhaTaunus Metal Festival
Abril 09 a 10AlemanhaRagnarok
Abril 10 a 11EUACalifornia Deathfest
Abril15 a 18HolandaRoadburn Festival
Abril 23 a 24ItáliaMetal Franconia
Abril 24AlemanhaWeser Metal Meeting
Abril24EspanhaBloodfest Zaragoza
Abril 29.04 a 02.05PortugalSWR Barroselas
Abril 30.04 a 02.05HolandaNetherlands Deathfest
MaioEUAEpicenter
Maio06 a 08NoruegaKarmoygeddon Metal Festival
Maio13 a 15AlemanhaWonnemond Festival
Maio 13 a 15AlemanhaDark Troll
Maio13 a 16AlemanhaCamping Battleground
Maio 14 a 15FinlândiaSteelfest
Maio PolôniaInto The Abyss
Maio ÁustriaVienna Metal Meeting
Maio AlemanhaRockHard
Maio21 a 23AlemanhaRock Und Metal Day’z
MaioEUARocklahoma
Maio 27 a 30EUAMaryland Deathfest
Junho04 a 05AlemanhaBavarian Battle Open Air
Junho04 a 05AlemanhaFirestorm
Junho04 a 06Reino UnidoDownload Festival
Junho05AlemanhaSkaldenfest
Junho05AlemanhaUnderground Remains
Junho 09 a 13SuéciaSweden Rock Fest
Junho PolôniaMystic Fest
Junho11 a 12AlemanhaRock Om Gau
Junho 11 a 13FinlândiaRockfest
Junho 11 a 13AlemanhaRock Im Park
Junho 11 a 13AlemanhaRock Am Ring
Junho 16 a 19DinamarcaCopenhell
Junho 17 a 20BélgicaGraspop Metal Meeting
Junho 18 a 21FrançaHellfest
Junho 18 a 20AlemanhaProtzen Open Air
Junho 23 a 26FinlândiaNummirock
Junho23 a 24AlemanhaBoarstream Open Air
JunhoFinlândiaTuska Open Air
JulhoAlemanhaIn Flammen
JulhoEspanhaRessurection Fest
Julho HolandaDokk’Em
Julho HolandaDynamo Metalfest
Julho08 a 10AlemanhaDong Open Air
Julho 14 a 18República TchecaObscene Extreme
Julho 15 a 17AlemanhaBang Your Head
Julho 15 a 18FinlândiaJohn Smith
Julho 25 a 31EslovêniaMetal Days
Julho 29 a 31AlemanhaWacken Open Air
Julho29.07 a 01.08FrançaXtreme Fest
Julho 31HolandaStonehenge
AgostoAlemanhaMera Luna
Agosto CroáciaHeadbangers Holiday
Agosto10 a 14República TchecaBrutal Assault
Agosto 12 a 14AlemanhaParty.San
Agosto AlemanhaSummer Breeze
Agosto 13 a 15BélgicaAlcatraz
Agosto 13 a 15ItáliaFrantic Fest
Agosto 18 a 22NoruegaMidgardsblot
Agosto 21 Bélgica Metal Méan
Agosto27AlemanhaNeuborn Open Air
Setembro24 a 25FinlândiaNordic Metal Meeting
Angela Gossow de volta à ativa?

Angela Gossow de volta à ativa?

Angela Gossow ficou conhecida por ter sido a voz do Arch Enemy durante anos, onde lançou diversas músicas impossíveis da gente não ficar cantarolando o refrão: “We Will Rise”, “Nemesis” e “Ravenous” são só algumas delas (e nem de perto são as melhores #FicaADica ).

via GIPHY

Após anunciar a saída do Arch Enemy pra se dedicar a vida de manager da banda, a Angela simplesmente sumiu do mapa. Quase nunca ouvimos falar sobre ela. Isso até hoje.

Hoje foi lançada a música “Do Or Die” dos suecos do Amaranthe e que conta com a participação da loira que ganhou nossos corações anos atrás com um gutural forte e marcante.

Angela também é manager do Amaranthe!

Assista o clipe aqui embaixo 😉

Evergrey mostra poder de novo álbum em apresentação, neste sábado, em São Paulo

Evergrey mostra poder de novo álbum em apresentação, neste sábado, em São Paulo

Após longos oito anos, a aclamada banda sueca Evergrey, um dos nomes mais importantes do prog metal nos últimos 20 anos, retorna ao Brasil ainda mais sólido, autêntico, maduro e em no auge da carreira com o excelente feedback conquistado com o novo álbum “The Atlantic”.

O grupo inicia, neste final de semana, nova rápida série de apresentações pela América do Sul. Um dos shows mais aguardados desta excursão acontece já neste sábado (23/11), no Carioca Club, em São Paulo.

No repertório, exímios Tom S. Englund (vocal/guitarra), Rikard Zander (teclado), Johan Niemann (baixo), Jonas Ekdahl (bateria) e Henrik Danhage (guitarra) prometem uma noite inesquecível ao executar clássicos da carreira e as principais composições do excelente novo álbum “The Atlantic”.

Os ingressos continuam à venda na Galeria do Rock (loja Paranoid), pelo site do Clube do Ingresso (https://www.clubedoingresso.com/evento/evergrey) e pontos autorizados. Mais informações no serviço abaixo.

O setlist de importante passagem pela América do Norte e que provavelmente deve ser apresentado na América do Sul é o seguinte:
A Silent Arc
Weightless
Distance
Passing Through
The Fire
Leave It Behind Us
Black Undertow
My Allied Ocean
All I Have
Recreation Day
Guitar / Keyboard Duel
A Touch of Blessing
King of Errors

“The Atlantic” foi lançado em 25 de janeiro deste ano com a missão de superar o “The Storm Within” (2016), que ficou nas primeiras posições nas paradas de diversos países.

Para este trabalho, o Evergrey trabalhou arduamente e se uniu novamente ao produtor Jacob Hansen, para encerrar um ciclo de sucesso já evidenciado em “The Storm Within” e “Hymns For The Broken” (2014).

“Este é o nosso álbum mais pesado, mais sombrio e talvez o nosso mais diversificado até hoje. É tudo o que queríamos compor e as palavras das letras vêm diretamente de um lugar de transparência e lucidez nunca antes experimentada. Mal podemos esperar por você para compartilhar esta jornada conosco e mergulhar em nossos mundos, nossas profundezas e as águas do ‘Atlântico’!”, declarou o frontman Tom S. Englund.

Formada em 1996, em Gotembrugo, o Evergrey é um dos grupos mais impressionantes do prog metal das últimas duas décadas. Esbanjando autenticidade, criatividade e bom gosto, a banda segue explorando ainda mais as atmosferas dramáticas e pesadas em um sonoridade que hipnotiza fãs do melódico ao power metal.

A importância do grupo se tornou tão grande e massiva que, com o decorrer dos anos, que músicas como “A Touch of Blessing”, “Recreation Day”, “Blinded”, “Broken Wings”, “The Masterplan” e “Leave It Behind Us” se tornaram verdadeiros hinos.

Ingressos:
Rio de Janeiro
São Paulo
Limeira

Minha primeira vez no Wacken Open Air – a Meca do Heavy Metal

Minha primeira vez no Wacken Open Air – a Meca do Heavy Metal

O Wacken Open Air é o sonho de vários headbangers, diria até que da maioria. Eu estava há mais de 15 anos sonhando em ir pra lá, acompanhando pela internet cada edição e pensando “Eu preciso ir pro Wacken um dia”. E esse dia chegou!

Antes de tudo, lembre-se que o Wacken é um festival pra 75 mil pessoas. Ou seja, tudo lá é gigante e longe – e lindo! Eu tive que conter as lágrimas quando, finalmente, cheguei na Holy Land. Caraca, que lugar! Foram anos pensando o quão mágico seria estar ali, e porra, eu tava ali! Na edição de 30 anos do festival!

Devido a alguns imprevistos, incluindo umas duas horas de trânsito na cidade de Wacken, só conseguimos chegar no acampamento no começo da noite de quarta-feira, perdendo assim todos os shows de ‘aquecimento’ do festival. Nesse dia, tocaram bandas como o Burning Witches, Sisters Of Mercy, Angelus Apatrida, Axxis, UFO, Gama Bomb, Crisix, Cancer e muito mais – e era só um aquecimento! Então, dica: Se for de carro, vá cedo!

Dia 01

Na quinta-feira, dia oficial de início do Wacken, acordei cheia de energia (e ressaca), pronta pra conhecer o tão famoso Holy Ground.

Os shows começam às 11h da manhã, e eu resolvi conferir a apresentação do Acres, uma banda do Reino Unido de ‘Post Hardcore’, segui para assistir um pedacinho do Ragnaröek, e finalmente assisti o primeiro show completo no Wacken: Bloodywood. Uma banda da Índia, que mistura Metal com música do seu país de origem, e que fez um show de uma energia incrível! Foi maravilhoso!

Depois, eu segui pra assistir um pedacinho do Skyline e Beyond The Black, pra finalmente ver pela primeira vez, o Testament <3 Nem acredito que eu nunca tinha visto esses caras antes. E que show foda!

E já que era tantas “primeiras vezes” nessa viagem, porque não meu primeiro crowdsurfing? Foi o que aconteceu no show do Hammerfall, e nossa, que sensação maravilhosa! Que show maravilhoso! Tirando que eu perdi meu óculos na brincadeira e fiquei cegueta o restante do festival, foi muito, muito bom!

Depois de descansar um pouco, ainda assisti uma parte do Sabaton (que estava lotado, a ponto da segurança do festival fechar a área dos palcos e não deixar mais ninguém entrar). Mas como Sabaton não é muito minha área, tratei de dar aquela caminhada pra assistir os shows do Dark Funeral e Hellhammer/Tom Warrior, encontrar amigos e tomar Jägermeister. Não lembro como cheguei na minha barraca, mas cheguei! rs

Dia 02

Wacken Open Air 2019 - Slayer

Eu estava MUITO ansiosa pro segundo dia, porque era o dia que eu veria pela primeira vez, uma das bandas que mais gosto: Evergrey. Mas não foi dessa vez. A área de shows teve que ser 100% evacuada, devido a ameaça de uma tempestade elétrica, e quando pudemos voltar, já não havia mais tempo hábil para que o Evergrey tocasse. Além deles, o Diary Of Dreams, Tribulation e Nasty, também tiveram as apresentações canceladas.

Mesmo frustrada com o cancelamento do Evergrey, eu ainda consegui ver o Venom Inc., Legion Of The Damned, Body Count, Within Temptation, Demons & Wizards (bem de pertinho), Opeth e Slayer (mega lotado, mas não tão ‘violento’ – da parte do público – como eu esperava).

Dia 03

Sabadão, último dia de festival, então a palavra de ordem é: aproveitar!

Assisti trechos dos shows do Battle Beast, Powerwolf, Saxon, Primordial, Myrath, Mollust e Crematory, e optei por assistir shows inteiros do Septicflesh, Tesseract, Deathstars, The Vintage Caravan e Reckless Love.

Fui pra grade, para o último show que eu teria disposição pra assistir, Rage com orquestra, mas não consegui ficar muito tempo. Ali o cansaço bateu muito forte e estava muito frio, mas o pouco que vi, gostei bastante.

Pôr do sol durante o show do Powerwolf no Wacken Open Air

Shows que gostaria de ter visto, mas não deu: Downfall Of Gaia, Hamferð, Necrophobic, Jinjer, Vltimas e Saor.

Wacken Open Air

Como ir para o Wacken Open Air

Wacken Open Air 2019

O festival acontece na Alemanha, em uma cidade chamada…Wacken! A cidadezinha é basicamente só mato e vacas, e próximo a entrada do festival tem alguns bares com uma galera bem animada.

Pra chegar no festival, a cidade mais próxima é Hamburgo. Não existem voos diretos pra lá saindo do Brasil, então você precisa, obrigatoriamente, fazer conexão em alguma outra cidade ou país. Eu optei por ir para Portugal, e depois peguei um voo para Hamburgo.

O que você precisa para ir para a Europa:
– Passaporte válido por ao menos 6 meses;
– Passagem de volta ao Brasil;
– Seguro viagem;
– Comprovante de hospedagem;
– Dinheiro para se manter durante a viagem (cada país exige um valor diferente. A Alemanha, por exemplo, pede 60 euros/dia ou 600 euros por qualquer período. Acesse o site do Itamaraty, escolha o país, clique em “Entrada” e ele vai te mostrar o quanto $ você precisa ter).

Saindo de Hamburgo pra ir pro festival, você pode ir de:
– Trem para Itzehoe (uns 10/15 euros) + shuttle do Wacken (10 euros ida e volta);
– Metal Bus (um transfer que custa cerca de 40 euros ida e volta, e você escolhe os dias e horários que vai utilizar);
– Alugar carro.

Wacken Open Air

O que fazer em Hamburgo

Wacken Open Air 2019

Hamburgo é uma cidade muito bonita, com muitas igrejas, museus, lojas e bares, e próximo as datas do Wacken Open Air, tem headbanger pra tudo quanto é lado. Tem vários locais onde você pode experimentar da culinária alemã, além de restaurantes de comida variada – os mais baratos costumam ser os restaurantes turcos, e se a grana tiver muito curta (Oi!), nos supermercados tem bastante coisa bem mais barata, como sanduíches, saladas, e pratos congelados.

Muita gente chega dias antes em Hamburgo pra curtir um pouco a cidade, e o ponto de encontro é em Reeperbahn. A parte mais festeira. Só tem bar e puteiro e é super divertido. E é em Reeperbahn onde fica o bar de Metal, Night Light.

Eu optei por chegar em Hamburgo no sábado (o festival ‘começa’ na quarta-feira, mas à partir de segunda o acampamento já está aberto) – e chegar no sábado foi uma decisão maravilhosa. A cidade começa a ficar cheia de headbangers, e o Night Light lotado de pessoas de todos os cantos do mundo, que estão ali para curtir Metal, dar risada, e tomar muitas cervejas e shots de Jägermeister. O clima pré-Wacken é de festa, alegria e bebedeira.

Wacken Open Air 2019

Como é acampar no Wacken Open Air

Eu nunca tinha acampado antes, então não tinha ideia do que eu precisava para não passar perrengue, principalmente porque o clima da cidade de Wacken é muito incerto, faz muito calor de dia, a noite esfria muito e o risco de ter tempestades está sempre ali, mas me informei e comprei o seguinte:

Wacken Open Air 2019

Barraca Nautika Falcon 2 – R$210,00
Isolante térmico Nautika – R$29,90
Saco de dormir Nautika Freedom – R$90,90
Colchão inflável + bomba (peguei emprestado)

Se você não sente tanto frio como eu, não compre esse saco de dormir. Ele é pra temperaturas bem baixas (-1 a -3). Cada saco de dormir vem descrito a temperatura conforto, que você fica bem, e a temperatura máxima que ele suporta. No Wacken, a noite, faz cerca de 10 a 12 graus.

O clima desse ano no Wacken foi bem tranquilo, teve uma chuva leve em um dos dias, e a barraca não molhou por dentro, mas em compensação, assim que amanhece, ela vira um forno. Compre sempre barraca um pouquinho maior. Por exemplo, eu ia acampar sozinha na minha barraca, mas comprei uma que é pra duas pessoas. Justamente pra caber as minhas tralhas. Os vídeos que fizeram eu escolher essa barraca foram esse e esse.

Com as coisas que levei, eu tive um sono confortável, e sem sentir frio, mas ao amanhecer, ou eu era acordada pelo calor, ou pelos vizinhos alemães ligando bem alto uma singela música dizendo “Bom dia”. rs

Se você não quer carregar coisas desde o Brasil (como eu fiz), muita gente opta por comprar na Decathlon de Hamburgo.

Também tem a opção de você alugar barraca. O site oficial do Wacken Open Air terá os links para reserva.

Wacken Open Air 2019

Eu comprei uma galocha na Decathlon por 20 euros (R$92,00 na cotação de hoje), mas você acha galochas por cerca de 8-12 euros. É tudo questão de achar o seu número. Importante comprar um meião também, pois o cano da galocha pode machucar. Paguei 1 euro no meião. E só tinha essas cores mesmo! rs Usei somente um dia, quando choveu bem pouco.

A melhor opção é você levar tudo em um mochilão. O terreno é muito irregular pra mala de rodinhas, e se tiver lama, fodeu. Leve somente o necessário, lembre-se que é você que vai carregar tudo nas costas! Além das coisas de camping, eu levei uma troca de roupa pra cada dia, blusa de frio, chinelo, toalha, e coisas pra higiene pessoal.

Se você não quer acampar sozinho, entra no grupo Wacken Brasil, e se junte a nós! <3 Somos um grupo de brasileiros desajustados que acampam juntos, no que chamamos de Embaixada do Brasil no Wacken.

Com a barraca armada (huehue), é hora de começar a curtir o acampamento – e olha, é muito divertido! Tem pessoas do mundo todo, então só com o inglês você se vira super bem. Tem pessoas que levam sofá, projetor, gerador pra ligar som, geladeira…tudo o que você imaginar. E as pessoas são muito receptivas, é muito fácil fazer amizade.

Você pode levar comida e bebida, mas lá também tem um mercado, o Metal Market, vendendo tudo o que você precisa para se manter alimentado e embriagado por um preço bem interessante. Também há vários quiosques vendendo qualquer coisa que você imaginar, além dos bares da cidade.

Metal Markt - Wacken Open Air

O que tem pra beber no Wacken?

Quase tudo que você imaginar.

A cerveja oficial é a Becks, custa 4 euros, mas se você devolver o copo, eles te devolvem 1 euro. É a única marca de cerveja que você vai encontrar para beber dentro da área de shows, além de drinks variados.

Já na área do acampamento, como eu disse antes, você pode comprar bebidas de marcas variadas, no Metal Market.

Também tem café e chá pra tomar de manhã. Não precisa começar o dia com vodka (mas se quiser, pode! rs).

Água é de graça. Só encher sua garrafinha nas torneiras.

Full Metal Bag

Pra garantir a segurança e deixar as filas mais rápidas, não é permitido entrar com mochilas e bolsas grandes na área de shows. Então, o próprio festival dá a Full Metal Bag (esqueci de tirar foto da minha). Uma mochilinha que vem com patch, garrafinha pra água (ou qualquer outro líquido que você quiser colocar dentro rs), máscara pra poeira, cartão postal, capa de chuva, adesivo, protetor auricular e pastilha pra voz (é o que eu me lembro).

Pra receber a Metal Bag, você tem que ir buscar a sua pulseira. É a pulseira que vai te dar acesso à área de shows, e você vai ter que mostrá-la para seguranças inúmeras vezes.

Wacken Open Air 2019

Tem que andar muito mesmo?

Tem! Tudo lá é longe. Se prepare pra caminhar bastante!

Dá uma olhada no aplicativo que tenho, que contabiliza o quanto andei a cada dia por lá, de quarta-feira à domingo:

Wacken Open Air 2019

Como se manter limpinh@ e bonit@ no Wacken

Lá tem chuveiros pra você tomar um banho maroto. A noite ficam mais vazios, mas eu optei por tomar banho pela manhã, tem uma filinha, mas nada que te desanime muito. São chuveiros coletivos, ou seja, todo mundo pelad@ na frente de todo mundo, mas ninguém olha pra ninguém. Relaxe!

Os banheiros químicos são terríveis, mas em alguns lugares tem banheiros decentes. Leve papel higiênico e/ou lenços umedecidos. Aliás, lenço umedecido foi de grande ajuda. Serviu pra limpar a galocha e a barraca antes de ir embora também.

Eu levei maquiagem, mas fiquei totalmente sem disposição pra usar nada, e os dias foram muito quentes, ia derreter tudo. Raramente você vai encontrar alguma tomada, então esqueça qualquer coisa que precise de energia elétrica, como secador e chapinha.

Não esqueça o protetor solar!

Como não perder AQUELE show

O Wacken tem um app, onde disponibiliza o cronograma das bandas. Escolha as bandas que quer ver, e 15 minutos antes você receberá notificação que o show está pra começar. Maaaas, é impossível ver todos os shows, já que eles ocorrem simultaneamente, em palcos diferentes.

É por esse app que você vai receber notícias do festival, mudanças de horário, palcos que estão quase cheios, tempestade se aproximando, etc.

Wacken Open Air 2019
Wacken Open Air

No Wacken só tem shows?

Não! Tem muita, mas muita coisa pra fazer por lá, além dos shows.

No Moviefield, por exemplo, você pode assistir filmes e documentários sobre música pesada. Esse ano teve a exibição dos filmes Heavy Trip, Lords Of Chaos, Lemmy – The Movie, e dos documentários Syrian Metal Is War e Extreme Nation.

Você pode praticar yoga, ir pra piscina (não fui =/), assistir lutas medievais. ir ao karaokê, curtir uma baladinha no Metal Heart, jogar video game na Full Metal Gaming Village…coisas pra fazer é o que não falta.

Você também pode doar sangue, e se cadastrar como doador de medula óssea. ^^

Como se manter conectado e carregar celular?

Como eu disse antes, raramente você vai encontrar alguma tomada disponível. Então, leve um power bank poderoso, e/ou, alugue um locker com tomada.

Eu comprei um chip da Vodafone por 20 euros, mas há outras operadoras também. O sinal pega bem em quase todo o festival, com exceção dos palcos principais, Harder, Faster e Louder, onde não funcionou nenhuma vez.

Você pode também comprar um chip internacional aqui no Brasil, como o da EasySim4You, ou liberar o roaming da operadora que você usa no Brasil (vai sair uma facada!).

Wacken Open Air

Dá pra conhecer os artistas?

Alguns artistas circulam pela área de shows, e você pode ter a sorte de ver algum deles. Eu mesma vi o André Olbrich, do Blind Guardian/Demons & Wizards.

Mas se você não quer ficar dependendo da sorte, basta ficar de olho na programação de Meet&Greet. É gratuito, basta pegar a fila.

Eu fui em um único Meet&Greet, do meu amado Septicflesh. Você ganha um cartão para ser autografado, e pode conversar e tirar foto com os músicos.

Wacken Open Air

Merchandising e souvenirs

O que venda lá no Wacken Open Air? Tudo! rs

A camiseta oficial do festival custa 20 euros e o moletom 55. Você também encontra camisetas de edições passadas por preços bem amigos.

Tem merch de todas as bandas do lineup, lojas de gravadoras com CDs e camisetas bem baratas, roupas de época, roupas de pele (não perguntei se eram fake ou não), drinking horns, patches, bonés, roupas de bebê, bandeiras, coturnos, acessórios…enfim, tudo o que você imaginar, tem!

Inclusão no Wacken

O Wacken tem uma parte do acampamento para pessoas com deficiência física, além de banheiros adaptados e um centro médico que oferece massagens e fisioterapia.

Para deficientes visuais, há a programação do festival em braile, e para os deficientes auditivos, alguns shows contam com intérprete de língua de sinais.

Wacken Open Air

O Wacken é seguro?

Nessa edição, não ouvi nada sobre furtos, estupro ou algo assim. Carregue com você as coisas valiosas, como dinheiro, cartões, celular e passaporte. Eu usei uma doleira, que fica na cintura, e só tirei pra tomar banho.

Tem macho escroto assediando as mulheres? Tem. Comigo mesmo aconteceu, mas nada que um “Sai daqui, otário”, não resolvesse. Se você ficou sabendo de algo que aconteceu por lá, deixe nos comentários!

De qualquer forma, fica aqui alguns dados sobre a edição desse ano:
– 1.800 seguranças
– 400 policiais
– 250 bombeiros
– 900 paramédicos
– 6 médicos para emergências

Wacken Open Air

Acabaram os ingressos, e agora?

Calma! Os ingressos do Wacken Open Air acabam rápido mesmo, mas você ainda consegue indo viajar com agências parceiras do festival (aqui no Brasil tem a Amplitur, Makila Crowley e Roadie Crew), entrar na lista de espera do festival, ou aguardar pessoas revendendo.

Bastante gente aqui no Brasil desiste de ir ao festival por inúmeros motivos. Perda de emprego, saúde, problemas familiares, não conseguiu férias, não gostou do lineup, e revendem, a maioria, pelo mesmo valor que comprou ou menor.

Entre no grupo do Facebook Wacken Brasil, que a galera sempre posta lá quando está vendendo. Por esse grupo, você pode solicitar a entrada no grupo do WhatsApp e entrar no mundo da Embaixada do Brasil no Wacken. Você não vai se arrepender! rs

Quanto custa ir ao Wacken?

Os valores variam muito, já que tudo depende da cotação do dólar e euro, mas o que vou colocar aqui foi o que EU gastei, ok? Tudo em reais, com a cotação de hoje, 26/08/2019, Euro a R$4,60 (lágrimas).

Ingresso – R$1.200,00 (esse é o valor que boa parte da galera pagou, como fui credenciada, não tive essa despesa)
Passagens aéreas – R$2.700,00
Seguro viagem – R$150,00
Coisas de acampamento – R$ 330,80
Galocha – R$ 92,00
Transporte para o festival – R$ 184,00
Alimentação – R$ 300,00
Bebidas – R$400,00
Merch – R$ 92,00

TOTAL = R$5.448,80

Os valores acima são, supostamente, para quem chega na quarta-feira e vai embora no domingo. Sem estadia em Hamburgo. Eu fiquei 5 dias em Hamburgo antes do festival, e 1 dia depois, e segui viagem para outras cidades. Hostel em Hamburgo fica por cerca de 20 euros a diária.

Valeu a pena ir ao Wacken Open Air?

Porra! Valeu muito a pena! Foram uns dos dias mais felizes da minha vida. Os shows foram ótimos, encontrei todos os amigos, até aqueles que eu nem sabia que tinham ido pra lá, fiz novas amizades, comi e bebi coisas diferentes. Que experiência!
See you next year! Rain or shine!

Wacken Open Air 2019
Wacken Open Air 2019
Assista novo clipe do Rammstein, “Deutschland”

Assista novo clipe do Rammstein, “Deutschland”

Os alemães do Rammstein lançaram hoje o videoclipe da música “Deutschland”, que faz parte do álbum homônimo a ser lançado no dia 17 de maio. O trabalho é o primeiro desde o lançamento de Liebe Ist Für Alle Da, em 2009.

De maio à agosto, a banda estará em turnê pela Europa, passando por 17 países. Todos os shows estão com ingressos esgotados, exceto os do dia 02 e 06 de agosto na Rússia e Letônia, respectivamente.

 

Assista trailer do filme sobre o Mötley Crüe, The Dirt – Confessions Of Most Notorious Rock Band

Assista trailer do filme sobre o Mötley Crüe, The Dirt – Confessions Of Most Notorious Rock Band

Filme sobre o Mötley Crüe será lançado em março

A Netflix disponibilizou o trailer do filme The Dirt – Confessions Of Most Notorious Rock Band, que será lançado no dia 22 de março.

Recentemente, a banda gravou quatro novas músicas para a trilha sonora do filme.

A banda encerrou sua carreira em 2015, com a The Final Tour, após 164 shows, arrecadando mais de 100 milhões de dólares.

 

Katatonia está de volta!

Katatonia está de volta!

Katatonia anunciou em 2017 que entraria em hiato

Os suecos do Katatonia estão de volta, comemorando os dez anos de lançamento do álbum Night Is The New Day. A Peaceville irá lançar uma edição deluxe do álbum no dia 17 de maio.

A banda fará seis shows na Europa tocando o disco na íntegra.

O último álbum do Katatonia, The Fall Of Hearts, foi lançado em 2016. Leia resenha clicando aqui.

Insomnium está gravando novo álbum

Insomnium está gravando novo álbum

Último álbum do Insomnium foi lançado em 2016

Os finlandeses do Insomnium começaram a gravar seu oitavo álbum de estúdio que será lançado ainda em 2019.

“Nós temos uma pilha de ótimas músicas nas nossas mãos e mal podemos esperar para ter tudo isso gravado e finalizado. Eu diria que o álbum será tipicamente Insomnium. Triste e melancólico, mas também temos algumas surpresas. Liricamente as músicas vão girar em torno dos contos e músicas mais sombrias e tristes da Finlândia. Dessa vez estamos realmente indo para o coração obscuro da melancolia finlandesa”.

O último disco da banda foi o Winter’s Gate – que trouxe uma música de 40 minutos- lançado em setembro de 2016.

Swallow The Sun – When A Shadow Is Forced Into The Light

Swallow The Sun – When A Shadow Is Forced Into The Light

Quando uma sobra é forçada à luz. O título do novo álbum do Swallow The Sun é auto-explicativo. Uma viagem densa e melancólica, entre o belo e o desesperador, o triste e o esperançoso, o amor e a morte. A saudade.

Era difícil de imaginar qual direção a banda seguiria após o disco triplo anterior, Songs From The North lançado em 2015 (leia resenha clicando aqui), já que cada disco traz uma sonoridade diferente.

When Shadow Is Forced Into The Light será lançado no dia 25 de janeiro pela Century Media, e foi precedido pelo EP “Lumina Aurea”. Uma música com quase 14 minutos de duração e que tem a participação do Einar Selvik do Wardruna e Marco I. Benevento do The Foreshadowing. A primeira vez que ouvi “Lumina Aurea”, o que se passou na minha cabeça foi “Que porra é essa?”. Sério, são 14 minutos muito atmosféricos e totalmente diferente de qualquer outra coisa que o Swallow The Sun já lançou. Até que resolvi ouvir de uma forma diferente. Deitada, no escuro, e ali entendi quando Juha Raivio, guitarrista e fundador da banda, quis dizer com “Lumina Aurea é uma música que eu nunca queria ter escrito. É um sangramento aberto, uma ferida negra dos últimos dois anos e meio da minha vida […] A maneira como escrevi e gravei foi tão violenta, emocional e fisicamente, que acho que nunca irei falar sobre isso em público”. Realmente, Juha, é um sangramento. Não demorou muito para que ali, no escuro, eu começasse a sentir uma sensação estranha. Um aperto no peito, um soco no estômago. E essas foram só as primeiras sensações.

Todo esse sentimento carregado que o novo trabalho do Swallow The Sun traz tem um motivo: a morte precoce de Aleah Starbridge, parceira de Juha Raivio, vocalista do Trees Of Eternity e que também participou de trabalhos do Swallow The Sun e Amorphis. “Cada palavra e nota que escrevi, escrevi para Aleah e sobre minha própria batalha desde que ela se foi. O título do álbum vem das próprias palavras dela. Isso foi exatamente o que eu precisava fazer. Para me empurrar para fora das sombras.”

SWALLOW THE SUN – When a Shadow is Forced into the Light

O vocalista e guitarrista do Les Discrets, Fursy Teyssier, foi o responsável pela capa do disco, que de acordo com Raivio “É uma guerreira mascarada. Ela cortou as asas negras dos demônios. Ela está no topo de uma pilha de asas negras que sangram ouro na água”.

O álbum começa com a faixa-título – e que já se tornou uma das minhas favoritas da banda, além de ser a mais pesada e desesperadora, além de dar espaço a todo o talento vocal de Mikko Kotamäki. Tem vocal limpo, rasgado,  deep growls. O que será que ele não consegue cantar? Sem contar com a voz de Jaani Peuhu, que traz um contraponto de suavidade belo e melancólico.

“The Crimson Crown” talvez seja a mais ‘leve’ do álbum e tem um ‘Q’ de Anathema , Alcest e Katatonia atual, seguida por “Firelights” e “Upon The Water”, que foram as escolhidas para serem os primeiros singles do disco. Começam calmas, progridem de uma forma emocional, flertam com o Black Metal, e a cada nova audição você descobre algo novo. Uma nova camada de algo.

“Stone Wings”, “Clouds On Your Side” e “Here On The Black Earth” é uma trinca MUITO emotiva, com refrões que nos esmagam. Difícil de dizer se são canções de partir o coração, ou de juntar os pedaços. O álbum fecha com a não menos emotiva “Never Left”.

O fato é que esse álbum traz um STS diferente, principalmente para aqueles que esperavam algo mais lento, pesado, algo mais funeral. Esse é um STS mais melódico, com muitas mais camadas de voz, cordas, teclados, texturas e refrões muito mais pegajosos. São músicas carregadas de vários sentimentos e sensações. São poucos os álbuns de Doom (e estilos derivados) que nos faz, realmente, embarcar numa viagem melancólica, obscura, e ao mesmo tempo recheada de uma sensação boa. É difícil de explicar como um álbum de Doom pode trazer paz, mas é isso que acontece. É como se fosse uma trilha sonora de um momento de libertação. Em When A Shadow Is Forced Into The Light, o Swallow The Sun prova que o amor é mais forte que a morte.

O Doom Metal é onde a tristeza repousa.

Swallow The Sun – When A Shadow Is Forced Into The Light (2019) – Century Media Records
01. “When A Shadow Is Forced Into The Light”
02. “The Crimson Crown”
03. “Firelights”
04. “Upon The Water”
05. “Stone Wings”
06. “Clouds On Your Side”
07. “Here On The Black Earth”
08. “Never Left”

Swallow The Sun

Swallow The Sun é: Jaani Peuhu, Juha Raivio, Mikko Kotamäki, Juuso Raatikainen, Juho Räihä e Matti Honkonen.