Inherence – Dogma

Inherence – Dogma

Rápido, quebrado e brutal.  Essa é a proposta sonora dos paulistas do Inherence, banda formada em 2016 e que lançou seu primeiro álbum, Dogma, em 2018. E devo dizer logo, que puta álbum!

É um pouco difícil hoje em dia encontrar uma fórmula que soe realmente original e ao mesmo tempo fundamentada em determinados subgêneros sem parecer uma cópia pirata e piorada dos seus ídolos. Definitivamente, a banda conseguiu se colocar acima desse patamar e além. Para uma estreia, a qualidade espanta, bem como a violência das canções. Ou seria melhor dizer, hinos do apocalipse??

Pode-se dizer que em Dogma, o Inherence pegou o que tem de melhor e mais brutal de dois mundos: O mundo dos “Core” e o mundo do “Death/Thrash Metal”. Muitos breakdowns, porém bem dosados, mesclados com ataques violentos de bateria e baixo e uma riqueza de riffs mais fluidos que hora te fazem flutuar acima das linhas da base e da voz só para te massacrarem no chão em seguida.

E o que dizer do estilo vocal? Pelo menos para mim, esse é um fator determinante para a glória ou a desgraça de um álbum e até mesmo de uma banda. Mas no caso de Thiago Castor, foi amor a primeira ouvida, bem como todo o resto. O que me deixa bem curiosa para ouvir o som deles ao vivo.

The Chosen One, que abre o tracklist, cai na sua cabeça com uma avalanche de riffs, pedais duplos e uma cadência incrivelmente pesada. Se tivesse que escolher uma favorita, certamente seria essa. Self Trepanation vem na mesma pegada, e aos que procurarem por algo de Slayer encontrarão em Art Of Killing. Dystopia merece destaque para sua melodia esmagadora e outra favorita foi Slavery Design, que quebradeira incrível, meus amigos.

E por fim, se ao término do disco você não sentir uma vontade incontrolável de se perder num mosh, você ouviu errado!

O Inherence é:

Thiago Castor – vocais
Marcelo Liam – guitarra
B2 – baixo          
João Limeira – bateria