Metal Busted!

 O Metal Busted! é um programa online que visa dar maior visibilidade ao nosso underground, abrindo espaço para bandas que vem se destacando no cenário. Mas uma das curiosidades no mundo do Metal Busted! é que ele é feito somente por mulheres, sabiam disso?
Bati um papo com a Natália Ribeiro, além de escrever no Rockalogy, é uma das Meninas Headbangers da equipe e contribui na parte técnica do programa.
 
Como surgiu a idéia de montar o Metal Busted!?
Natália: O Metal Busted! partiu de uma outra ideia muito interessante.
A idéia de fazer um programa que desse o devido destaque às bandas da cena atual surgiu em uma das reuniões do MUC, Movimento Underground Carioca, uma iniciativa que partiu de mim e da Cíntia Ventania na época.
A intensão era montar um grupo para discutir e pensar em soluções para a atual cena do Rio, fomentar a realização de eventos, unir as bandas, os produtores, o público, conseguir melhores condições para as bandas, essas coisas. Essa idéia já é antiga, já houveram tentativas nesse sentido, mas a gente resolveu seguir e apostar que ia dar certo.
Conseguimos mobilizar algumas pessoas, e hoje temos um grupo que se reúne periodicamente. Foi numa dessas reuniões que veio a idéia do Metal Busted.
As meninas que fazem parte da equipe do Metal Busted, também fazem parte do MUC. O MUC é aberto para quem quiser fazer parte, o Metal Busted é um projeto com uma equipe fechada, mas que luta pela mesma bandeira do MUC. Visamos e lutamos em prol de um mesmo objetivo
 
E o que difere o Metal Busted! de outros programas?
Natália: O Metal Busted! quer mostrar o que de melhor temos na cena underground da atualidade. Temos uma quantidade enorme de bandas no underground que possuem um grande potencial, nós queremos servir como um canal para que essas bandas cheguem ao maior número de pessoas possível, apresentando seu trabalho de forma sincera e com muita garra.
 
Ter uma equipe montada somente por mulheres foi algo proposital? Como é divida as funções?
Natália: A formação da equipe aconteceu de forma bem natural, todas nós já fazíamos parte do MUC, cada uma sabia fazer ou tinha inclinação para uma coisa, nós unimos nossa vontade e demos luz ao projeto, que no momento fazemos de forma 100% independente.
Eu e a Bia Escobar ficamos com a parte mais técnica, de pós produção, finalização de vídeo, áudio, operação de câmera, edição e essas coisas.
Ana é que bota ordem no pessoal, ela toma conta para que tudo saia como planejado, controla o tempo e o corte das perguntas, além dos cuidar dos detalhes da produção
Monica Fontes e Cris Ornellas, cuidam da comunicação e da assessoria, entram em contato com as bandas, cuidam da pauta e da divulgação
Todas tem seu papel essencial na equipe, e como somos um número pequeno uma ajuda a outra do que for preciso. Não descartamos a ideia de homens na equipe, mas o fato de sermos só meninas “headbangers” na equipe foi algo natural, destino, talvez!
Quais são as maiores dificuldades de manter um projeto como esse?
Natália: No momento não contamos com nenhum apoio financeiro, tentamos baratear os custos fazendo nós mesmas todo o trabalho, mas todas nós temos nossos trabalhos, estudos e família para cuidar, sendo assim temos que nos desdobrar para que ele aconteça. Viramos a noite editando, nos reunimos nos finais de semana,.essas coisas. Quando vemos o programa pronto, tudo isso vale a pena.
Estamos nos organizando para procurarmos apoio para o programa, e acredito que vai dar certo, e as coisas vão melhorar. Já temos o nosso maior aliado, que é o público.
 
O que você acha que falta para que o Metal tenha mais espaço? 
Natália: Eu acho que o que falta é justamente mais visibilidade, sei que espaço na mídia tradicional, jornal, TV aberta, rádio FM ainda é complicado, pois Metal, de forma geral, não é um gênero pop, esteve no auge em décadas passadas, mas hoje é diferente. A internet está se tornando cada vez mais a fonte principal de informação para as pessoas e para os jovens que buscam algo novo. 
E na internet tem espaço para todos, é ao que o Metal deve se engajar, assim como tem feito. Mas o cara que está procurando um som novo ele acaba recebendo muita informação, não há um filtro, um mediador. É aí que trabalhos como o Metal Busted!, blogs como o seu, web rádios entre outras “webmídias” entram.
É aquele velho discurso, antigamente pra ouvir som o cara tinha que arrumar um K7, ir na casa do amigo que tinha o disco, subir no teto da casa pra sintonizar a Fluminense Fm, hoje se tem tudo na mão, em compensação essa informação não é bem trabalhada.
 
Esse espaço é aberto para você mandar seu recado aos bangers brasileiros!
Natália: Primeiro eu gostaria de agradecer pela entrevista e pelas ótimas questões aqui abordadas. Agradecer também a todos que estão nos apoiando e que lutam por esta mesma causa.
Convido todos a assistirem o Metal Busted! e nos acompanharem se inscrevendo no canal. 
A participação de cada um é muito importante.
 
 
 
 

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