Instincted “O Heavy Metal precisa de renovação há muito tempo”

Instincted “O Heavy Metal precisa de renovação há muito tempo”


















Fugindo do esteriótipo de bandas como o Rammstein e correlatas, a Instincted, banda que surgiu entre amigos em 2009, utiliza a música eletrônica de uma forma singular e bem dosada, mesclando-a ao Heavy Metal.


Já falei um pouco da Instincted no post sobre Metal Não Convencional, e agora vocês podem conferir uma breve entrevista que fiz com a banda, juntamente com o pessoal do Meavy Hetal.

Como surgiu a ideia de mesclar música eletrônica com Metal e em qual estilo vocês encaixam a Instincted?
Rogério Fergam –  Eu curto muito Heavy Metal, mas também curto muito música eletrônica. Principalmente o Dubstep e o  PsyTrance. Os timbres, o peso que eles usam.
Em relação ao qual estilo a Instincted se encaixa, é difícil falar porque todo mundo que ouve sempre acha parecido com alguma coisa. Nós já fomos chamados de “Progressivo Eletrônico”, “Rock Eletrônico”, “Metal Progressivo”, de “Heavy Metal” simplesmente.
É um pouco clichê dizer que nós não gostamos de rótulos.

Rafael Sousa –  Na verdade, nós compomos sem a pretensão de ter um rótulo.

Rogério Fergam –  A ideia é justamente fazer música sem se preocupar com nada. Eu curto pra caramba música eletrônica, então vou colocar. A única coisa que eu não quero, apesar de gostar muito de Nine Inch Nails e Rammstein, é soar como essa área mais dark e obscura do eletrônico. A Instincted não segue receitas.

Quais as principais influências para compor as letras das músicas?
Rogério Fergam –  Eu sempre gostei muito de Legião Urbana e pra mim não tem ninguém que escreva melhor que ele (Renato Russo). Nunca gostei muito, apesar de ter passado por uma fase assim, daquela coisa ‘Iron Maidenzísta’, de “Vou contar a história de algo” e etc. Eu sempre gostei de músicas mais pessoais.
Eu tive uma época que gostava muito de Rhapsody e adoro ainda o Blind Guardian, que fala sobre coisas fantasiosas. Porém, o Blind Guardian mistura fantasia com real e isso eu acho interessante. 
Eu sempre quis fugir dessa parte de fantasia do Heavy Metal. Acho que isso  de começar a escrever coisas mais pessoais veio com o New Metal, só que esse estilo reclama demais da vida, eu não queria nem ser o extremo de um e nem do outro. 

Fabio Carito – Eu acho que as letras que o Rogério escreve deixa uma livre interpretação.

Rogério Fergam – Eu tento deixar assim. Nunca gostei de letras muito diretas, sempre gostei de simbologia, coisas metafóricas, pois deixa o entendimento mais abrangente.

No nosso país há uma dificuldade em aceitar essa mistura de Metal com música eletrônica. Existe público pra Instincted no Brasil?
Rogério Fergam – É difícil falar se tem público ou não. Como todos os estilos musicais em si, tem a parte boa e a ruim e eu nem acredito muito nisso, porque é uma opinião. Eu acho ruim o que o outro acha bom.
O que a gente tenta fazer é popularizar um pouco mais o estilo. O Heavy Metal está muito fechado nas bandas que já existem há um tempo, como o Sepultura e o Angra. Eu acho que o Heavy Metal precisa de renovação há muito tempo, desde os anos 90.
O diferente não pode ser “Esse riff de guitarra está um pouquinho diferente, mas o resto da música é normal”. Não. O diferencial tem que ser gritante pra pessoa notar na hora.
Nós não somos uma banda de Black Metal, de Doom, de Metal Melódico. A gente não se encaixa. Por não seguirmos uma linha de raciocínio, já recebemos críticas ruins do pessoal que é mais fechado.

Fabio Carito – É uma questão de tempo. Eu mesmo,  quando o Rogério veio com essa ideia foi um pouco difícil de digerir, mas com ensaio e muita conversa a gente acabou acostumando.

Roberto Santos – Eu mesmo lutei por meses. Quando eles me chamaram pela primeira vez pra entrar na banda e o Fabio me disse que eles misturavam Metal com eletrônico, já criei um bloqueio. Já ouvi sabendo que não ia gostar e não dei oportunidade, só quando eu vi o show que mudei a visão, achei legal e aceitei o convite.





Qual foi o pensamento por trás do ensaio fotográfico do EP “…Is All That I Am”?
Fabio Carito – O conceito das fotos também tem a ver com o nome da banda. Eu tive a ideia do nome’ Instincted’.
O que eu tinha pensado desde o começo é por causa da psicanálise. Freud explica que a consciência humana é dividida em três estágios: O ID, o ego e o superego e nós queríamos aliar essa parte de fazer um som sem fronteiras, acabamos optando pela parte do instinto.
Rogério Fergam – E nas fotos nós estamos de camisa de força, porque já é ligado ao ID. Como o ID é o estado da consciência humana que não tem controle, resolvemos fazer as fotos com as camisas de força abertas, sem estar ninguém preso, como se fosse o ID, sem controle. Esse foi o conceito básico.


Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentaram até agora?
Rogério Fergam – Grana. Sempre grana.

Fabio Carito –  É a realidade com as bandas de Metal. A gente não tem como largar tudo pra se dedicar 100%.

Rogério Fergam – Nós arcamos com tudo.  
Gastamos com a gravação e prensagem do EP e as pessoas sempre perguntam o porque resolvemos fazer a versão física. O EP foi um romance nosso. Fizemos com a estrutura de CD, com encarte e tudo mais. Era algo que a gente queria e também é mais fácil pras pessoas conhecerem a Instincted. É um cartão de visita.


Quais são os planos pra Instincted agora?
Roberto Santos – Vamos dar continuidade ao que já vem sendo feito, a divulgação do “…Is All That I Am”, já temos algumas músicas novas e daqui a pouco já será a hora de começar a gravar novamente.
Rogério Fergam – Nós tivemos alteração na formação da banda. O Marcelo Bernat (guitarra) saiu, e nós estamos reestruturando tudo agora com uma única guitarra. Até pensamos em chamar outro guitarrista, mas preferimos nos tornar um quarteto.
Vamos reestruturar as músicas e trabalhar nas novas composições.


Curtiu? Baixe o EP gratuitamente no Site Oficial da Instincted

INSTICTED

Rogério Fergam – Voz

Fabio Carito – Baixo
Rafael Sousa – Guitarra

Roberto Santos – Bateria

Insticted – Facebook




Quer ganhar o “…Is All That I Am” da Instincted? Fique de olho na fanpage do Menina Headbanger que em breve tem sorteio por lá! 😉
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Conheça outras bandas com sonoridades diferentes acessando o post Metal Não Convencional

Entrevista com Tarja Turunen

 
Considerada por muitos como uma das deusas do Heavy Metal, a ex vocalista do Nightwish, Tarja Turunen, volta ao Brasil para mais um show da  turnê do álbumWhat Lies Beneath” , e gentilmente cedeu uma entrevista ao Menina Headbanger onde fala um pouco sobre a turnê, Rock In Rio e os segredos para manter-se sempre bela!
 
 

Como está sendo a repercussão da turnê de “What Lies Beneath”?

Estou na estrada há três meses com o álbum WLB e vem sendo um grande sucesso. Eu preciso ainda visitar dois novos países, Costa Rica e Paraguai, o que me deixa muito feliz. Eu tenho visto que muito mais pessoas estão assistindo aos meus shows do que antes, então o que mais posso pedir?
 
 
Você já veio diversas vezes ao Brasil, tanto com a sua ex-banda, em carreira solo e até com o projeto Noite Escandinava. Em 2011 você veio ao Brasil com a turnê desse mesmo disco, para a “What Lies Beneath America 2012 Tour” os fãs podem esperar por algo diferente do último show?
Já que vou filmar meu primeiro DVD ao vivo na Argentina nesta turnê, eu preparei um set list muito especial para os shows. Muitas músicas serão diferentes da minha visita anterior ao Brasil, então os fãs podem esperar muita diversão. Vamos tocar algumas músicas dos meus dois álbuns, algumas músicas do Nightwish (ou uma música) e, é claro, haverá surpresas para o público brasileiro.
 
 
Além de ícone em talento, você sempre é citada com uma das mulheres mais bonitas do Heavy Metal. Quais os cuidados você toma para estar sempre bela? 
Bom, ninguém é a rainha da beleza o dia inteiro! Haha! Quando você passa dos 30, nada mais vem de graça ou vai continuar como antes. Quero dizer que você precisa trabalhar duro pra manter sua boa condição física. Eu faço corrida, nado, vou para a academia e canto muitas vezes por semana. Cantar também me deixa bem em forma, se considerar o quanto é difícil correr e cantar durante as performances. Eu treino minha voz todos os dias quando estou em casa. Enquanto estou na estrada, eu fico tranquila nos dias de folga e começo de novo quando é hora do show. Meu corpo é meu instrumento, então o conheço muito bem! 🙂
Como mulher, eu também preciso de bons produtos para cuidados com a pele, beber muita água todos os dias, dormir bem o suficiente e não me estressar muito. Uma vida saudável é o principal para te fazer sentir e parecer bonita!
 
Nos shows, você está sempre bem vestida. É você mesmo que escolhe suas roupas? E em relação a maquiagem,  você mesma que faz?
Eu já venho há vários anos desenhando minhas roupas para os shows. Nunca tive nenhuma ajuda de nenhum estilista, embora muita gente tente se envolver. No final, ninguém te conhece melhor do que você! Tenho um amigo alfaiate na Finlândia que faz a maioria das minhas roupas, e há também alguns designers locais argentinos, onde, por sorte, encontrei algumas das minhas roupas. Um tempo atrás, eu fechei um acordo com a marca Nordenfeldt e eles têm sido de extrema ajuda com minhas roupas para shows e promocionais. Sobre a maquiagem, quando há um evento na TV, filmagem ou sessão de fotos importante, eu tenho alguém para me ajudar com a maquiagem e cabelo. Caso contrário, em turnê, eu geralmente cuido disso sozinha. Faz parte do meu processo de concentração.
 
Quais são as novidades sobre o Harus? Há previsão de outro álbum ou outros projetos?
Não temos planos concretos de lançar um novo álbum de estúdio em breve, mas é mais provável que façamos uma nova turnê na Finlândia no final deste ano. O Harus é um projeto que pode viver para sempre e não há pressa com nada específico. Nós esperamos muito poder começar a fazer shows fora da Finlândia, porque até agora há muitos fãs de todo o mundo vindo aos nossos shows. Eu gostaria de sentar um dia e compor algo bonito para o Harus, mas meu tempo está muito limitado no momento com a produção do meu novo álbum de rock e com a turnê. Porém eu tenho certeza que um dia isso vai acontecer e vamos ter um bom álbum nas mãos.
Quanto a projetos, eu sempre tenho vários em paralelo com meus álbuns de rock e turnês! 🙂 Com o projeto Beauty and the Beat, teremos uma boa turnê mundial acontecendo em abril/maio de 2013, e farei concertos solo de Natal na Europa no final deste ano e alguns com o Harus. O Outlanders é um projeto que está caminhando, e em breve você vai ouvir mais sobre isso.
 
No Rock In Rio, no Rio de Janeiro, você fez uma participação no show do Angra, em algumas músicas, mas o show foi prejudicado por falhas técnicas. Há a possibilidade desse encontro acontecer novamente, com uma boa estrutura?
Eu gostei de cantar com o Angra para o incrível público brasileiro. Foi muito impressionante sentir o amor e carinho das pessoas no festival. Eu vi milhares de rostos felizes na minha frente! Você mencionou os problemas daquela noite, sim, mas apesar dos problemas, nós nos divertimos juntos no palco e eu sou muito grata à banda pelo carinhoso convite de me ter a bordo. Era um show importante para eles, então eu fiquei feliz em participar.
Espero que um dia eu possa cantar com a minha própria banda no Rock in Rio! Seria fantástico.
 
Muito obrigada pela entrevista, o espaço agora é aberto para você mandar uma mensagem a todas as mulheres brasileiras que amam Heavy Metal!
Hey, todas vocês, lindas garotas rock n’ roll brasileiras! Estou muito feliz em voltar ao Brasil e agitar com vocês. Obrigada por ser a minha tempestade por todos esses incríveis anos. Agradeço muito o seu carinho. Nos vemos em breve no Brasil!!!!!
Com todo o meu amor, Tarja 
 
Entrevista por Iza Rodrigues
Tradução por Daniela B. Silva
 
 
TARJA TURUNEN – “What Lies Beneath America 2012 Tour”
Data: 04 de abril de 2012 (quarta-feira) – Porto Alegre/RS
Local: Opinião (José do Patrocínio, 835)
Horário: 22h
Ingressos: 
1º lote R$80 ESGOTADOS
2º lote R$100
3º lote R$120
4º lote R$140
Pontos de venda:
Online – www.ticketbrasil.com.br
Loja Zeppelin – Galeria Luza, Rua Marechal Floriano 185 loja 209
Loja A Place – Centro Shopping, Rua Voluntários da Pátria 294, loja 150
Multisom – Rua dos Andradas, 1001
Multisom – Shopping Iguatemi
Multisom – Praia de Belas Shopping
 
 
Data: 05 de abril de 2012 (quinta-feira) – São Paulo/SP
Local: Via Funchal (R. Funchal, 65)
Horário: 22h
Ingressos: 
Pista Premium (em pé): R$200,00
Pista (em pé): R$140,00
Mezanino: R$160,00
Camarote: R$200,00
Pontos de venda:
– Bilheterias Via Fuchal (das 12h às 22h – de segunda a domingo)
– Vendas online: www.viafunchal.com.br 
Outras informações:             (11) 3846-2300       
 
 
Data: 08 de abril de 2012 (domingo) – Rio de Janeiro/RJ
Local: VIVO Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo)
Horário: 20h
Ingressos: 
Camarote A – Meia R$ 125,00 
Camarote B – Meia R$ 110,00 
Pista Sup. – Meia R$ 100,00 
Pista – Meia R$ 90,00 
Camarote A R$ 250,00 
Camarote B R$ 220,00 
Pista Superior R$ 200,00 
Pista R$ 180,00 
Pontos de venda:
– Bilheteria Vivo Rio (AV. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo. Atendimento de segunda a sábado das 12h às 21h – domingo e feriado das 12h às 20h)
– Demais locais:
http://www.vivorio.com.br/pontosdevenda.asp

Nervosa – Entrevista com Fernanda Lira


E mais uma vez as mulheres provam que é sim possível fazer música pesada com qualidade. A Nervosa, banda de São Paulo, faz um Thrash Metal cru e sem firulas!
O Menina Headbanger fez uma pequena entrevista com a Fernanda Lira, vocalista e baixista da Nervosa, onde ela conta um pouco da trajetória da banda dentre outras curiosidades. Confira!
 
Há quanto tempo você toca contrabaixo e como surgiu a ideia de montar a banda?
Eu tentava arranhar o baixo imitando meu pai desde pequenininha, mas peguei firme mesmo lá pelos 13, 14 anos, e desde então foi uma dedicação ininterrupta, pois passei por três bandas antes da NERVOSA, todas elas formadas apenas por garotas. Não que esse sempre quisesse ser meu foco principal pra divulgar a banda, mas sempre fui uma grande admiradora de bandas parcial ou totalmente integradas por garotas, como Warlock, Chastain, Acid, e principalmente Rock Goddesse Girlschool. Decidi sempre me envolver com bandas com esse foco, porque hoje em dia, creio que é interessante fazer algo ‘diferente’ dentro do metal, para que a banda se destaque, além de, obviamente, música de qualidade que vem em primeiro lugar. Bandas com mulheres existem em menor quantidade do que bandas com homens, então esse acaba, ainda hoje, sendo um diferencial. Acho que toda banda tem algo que a torne particular, única em relação às outras, no nosso caso, talvez seja esse. Fico feliz de ver MUITAS outras bandas, algumas inclusive BEM mais antigas que nós seguirem por esse caminho! Existem muitas mulheres apaixonadas por metal tanto quanto nós e é legal ver todo mundo expressando essa devoção montando sua própria banda.
Quanto à ‘criação’ da NERVOSA, a banda já existia desde 2010, mas com outras formações que não haviam dado certo, por isso não houve uma preocupação anteriormente em fazer uma divulgação firme da banda. Mas as meninas, basicamente, queriam outras meninas para fazer um Thrash com pegada e de qualidade!
 
Da onde surgiu o nome “Nervosa”?
O nome já havia sido escolhido quando ingressei na banda, mas eu me apaixonei pelo nome pelo mesmo motivo que elas os escolheram: um nome em português, agressivo, porém feminino ao mesmo tempo! Sem contar que é algo simples e muito fácil de memorizar e assimilar. Pelo bem ou pelo mal, quem ler, dificilmente vai esquecer do nome! Hehe!
 
Montar uma banda formada somente por mulheres não é algo simples, como foi que você encontrou as demais garotas?
Olha, eu posso dizer com TODA A CERTEZA que é MUITO difícil, porque já tive muitas experiências anteriores.
O legal da NERVOSA é que somos focadas totalmente na música, temos os mesmos ideais de querer fazer a coisa acontecer, deixando de lado as picuinhas que geralmente são problemas em outras bandas de mulheres. Não ligamos para o que a outra veste, não ficamos de picuinha nem fofoquinha, não damos trela para que qualquer bobeira influencie no humor e no foco da banda. Por isso eu amo essas meninas!
Eu entrei na banda bem depois de sua criação, já na metade de 2011, e então a banda resolveu investir em compor, fazer shows e se divulgar!
história foi bem interessante. Em janeiro eu tinha acabado de ser expulsa da minha ex-banda e aquilo foi, de início, TÃO traumático pra mim, que eu tinha decidido nunca mais tocar em lugar algum. Não conseguia mais confiar em ninguém e nem acreditar que outras pessoas poderiam me aceitar em uma banda do jeito que sou, do jeito que me visto, do jeito que me comporto, do jeito que me comprometo, o que não aconteceu na minha banda anterior. Então um dia, eu tava hiper triste e passei a tarde com meu namorado. A gente resolveu assistir àquele filme sobre a biografia da banda The Runaways. Em um momento, a vocalista da banda, no filme, diz pra guitarrista Joan Jett que gostaria de ter sua vida de volta, porque não aguentava mais a vida do rock. então, a Joan fala pra ela “Bem, ESSA é a minha vida”. E naquele momento eu percebi que a minha vida É o metal e que eu não podia desistir do meu sonho por outras pessoas julgarem que eu era irresponsável, que a minha cabeça “tinha parado nos anos 80” e que meu colete com patches as incomodava. Então decidi me revigorar e seguir em frente. Nisso, sempre tive MUITO APOIO ININTERRUPTO dos meus amigos e familiares. Devo muita coisa a eles. MUITA!
Passei a procurar meninas interessadas em tocar, mas acreditem – é MUITO difícil! Ainda mais para tocar Thrash Metal, que era meu foco.
Quando eu estava quase desistindo, vi a baterista Fernanda Terra postando no Facebook dela algo sobre a banda NERVOSA, banda só com garotas, com influência de Slayer e Sepultura. A primeira coisa que pensei? “Putz, roubaram minha idéia” ! Mas mal sabia eu que elas estavam à procura de baixista e vocalista.
O André, guitarrista das bandas Nitrominds e Musica Diablo, tinha me indicado pra umas das meninas, e a Fernanda Terra dá aula no mesmo lugar que meu namorado. Então através de indicações elas chegaram até mim, e quando abri o e-mail da guitarrista Prika, ela falava que procurava alguém no baixo que pudesse acompanhá-la “nos seus riffs com influência do Kill ‘Em All” do Metallica! Não pensei duas vezes! Como já fazia backing vocals na minha antiga banda, comentei com elas que eu poderia fazer um teste cantando pra ver se eles gostavam, e acabou rolando! Foi incrível encontrar essas meninas. A gente vive falando que a gente, atualmente, é a banda com que todas sonhávamos! Cada uma vê na outra exatamente tudo o que sempre procurou em companheiras de banda e isso é maravilhoso!
 
Recentemente houve a saída da guitarrista Karen Ramos. Qual foi o motivo para o desligamento dela da banda e como foi tomar a decisão de seguir como um Power Trio ao invés de arranjar uma guitarrista substituta?
A Karen morava em Curitiba e desde que entrei na banda ela estava pensando em vir pra cá. Sempre apoiamos e fomos muito pacientes com ela, afinal, largar a vida estável em uma cidade para arriscar em outra, não é uma decisão fácil. O tempo foi passando e a dedicação de todas devia aumentar para que acompanhasse o ritmo em que a banda estava seguindo. A distância, infelizmente, interferia MUITO nisso, pois raramente podíamos contar com ela em assuntos emergenciais e em outras questões mais simples de uma banda, como ensaios, por exemplo. Então ela começou a sentir que precisaria vir para cá, pra podermos andar todas no mesmo ritmo. Oferecemos um leque de oportunidades e apoio caso ela viesse para cá, mas ela acabou tomando a decisão de ficar por lá e investir em outros projetos. A saída foi hiper pacífica e mantemos contato normal com ela até hoje. Foi doloroso pra gente e pra ela, é claro, mas todas compreendemos que a distância estava afetando muito a produtividade da banda e aceitamos e respeitamos a decisão dela! Optamos em permanecer como um power trio, pelo fator determinante do entrosamento. Já estávamos acostumadas a fazer muitas coisas somente nós três, e estamos em um nível de entrosamento e amizade incrível e bem nivelado. Portanto, naturalmente, qualquer pessoa que entrasse, se sentiria deslocado e dificilmente acompanharia a gente. Então preferimos seguir adiante dessa maneira e estamos muito confortáveis com isso. Quem já pôde ver ao vivo a formação como um trio alegou ter gostado muito do resultado! Estamos muito felizes e satisfeitas.
 
A Nervosa há pouco tempo gravou seu primeiro registro que está para ser lançado, o que você pode nos adiantar sobre ele? Existe uma mobilização para que a prensagem da demo aconteça, como funciona?
Essa vai ser nossa primeira demo e estou te contando detalhes em primeira mão! Serão três músicas que quem já foi aos shows ou viu vídeos da gente já conhece. A demo foi produzida, gravada e masterizada no estúdio MR. SOM, do Pompeu e do Heros, do Korzus. Juntamos uma grana legal por um tem porque sabíamos que ali é um dos melhores lugares pra se gravar e o investimento valeria à pena. O Pompeu desenvolveu um trabalho incrível de pré-produção com a gente e o Heros realmente tem o dom para finalizar os trabalhos. Não temos palavras pra agradecer o trabalho deles junto ao nosso. A gravação está bem cristalina e pesada ao mesmo tempo. Já finalizamos tudo e estamos acertando a documentação para poder mandar prensar. Estamos planejando uma pequena surpresa para integrar o CD ainda! Como nada está fechado por enquanto, a gente não pode comentar! Mas se tudo der certo, vai ficar uma demo bem completa!
Quanto ao lance da mobilização, foi uma alternativa digamos, criativa, que encontramos para lançar o material. Pra falar a verdade, foi a ÚNICA saída que encontramos.
Alguns problemas pessoais aconteceram durante a gravação e acabamos ficando totalmente sem grana pra prensar. Muita gente tem perguntado sobre material gravado nosso, o que nos levou a crer que tem bastante gente esperando esse lançamento, PRINCIPALMENTE NÓS, que estamos morrendo de ansiedade! hahaha Então, tínhamos duas saídas: ou lançar vários meses adiante, tipo depois do meio do ano que é quando teríamos dinheiro, ou dar um jeito. Optamos em dar um jeito! hehe
Temos bastante amigos, familiares e headbangers que acompanham a pouca trajetória que a banda tem, então decidimos pedir ajuda, simples e humildemente assim! Botamos a cara à tapa, sabíamos que podíamos ser criticadas, mas fomos por aquela velha frase “o não a gente já tem, então.. por que não?”, e seguimos adiante, mais pra ver no que daria! Então achamos esse lance da vaquinha online, que tem sido bastante usada e difundida na internet pra varios intuitos, desde ajuda para um filho doente, ajuda para comprar um ingresso ou causas como a nossa. O resultado foi inacreditável. Já conseguimos praticamente a ajuda necessária! Estamos a um passo de lançar a demo e sinceramente, isso não teria acontecido se não fossem essas grandes pessoas que ajudaram e acreditaram que a nossa proposta não era enrolação, era apenas a única forma que encontramos de realizar o sonho de ter um material gravado e lançado! Acho, aliás, que essa é uma tendência que pode vir a crescer dentre as bandas. Existe MUITA GENTE, gente que você nem imagina, e isso eu percebi com a nossa experiência, que está muito disposta a apoiar e ajudar as bandas da cena, seja com uma divulgação, um “compartilhamento” no facebook, ou com cinco reais! Uma vez entrevistei um cara que me disse que ele tinha certeza que no futuro, as gravadoras teriam menos poder em lançar um disco da banda, pois as bandas veriam nos fãs, uma maneira mais rápida de ajudar a lançar seu material e foi exatamente o que fizemos. Espero realmente que essa possa ser a saída pra outras bandas que tanto precisam também. Pode parecer meio bobo o que eu vou falar, ou até exagerado demais, mas o lance da vaquinha, pra mim, foi uma puta duma prova de UNIÃO sabe, algo que eu sempre ressalto que é o que é essencial e que ainda falta um pouco na nossa cena. As pessoas precisam se unir, se ajudar, porque quem ganha, no final, é a nação headbanger, com bandas de qualidade, unidas, e focando no melhor pro metal.
 
A Nervosa é uma banda relativamente nova e já alcançou uma boa repercussão, fechando parcerias e fazendo vários shows, alguns até junto com bandas importantes da cena do Metal no Brasil e já há shows agendados juntamente com a Artillery, Exumer e Exodus. Como é lidar com tudo isso?
Cara, na verdade isso tudo é resultado de MUITA correria, de verdade. Tudo o que a gente conquista, cada pequenos passo que a gente dá, são resultado de muita correria. a gente sabe que pra chegar em algum lugar, que pra fazer o máximo de pessoas conhecerem nossa música que é feita com tanta paixão e dedicação, vai depender somente de nós mesmas. Se a gente ficasse parada, na nossa, nada teria acontecido. E meu, TUDO o que a gente faz são coisas simples! Demandam tempo, mas são coisas simples, que qualquer banda que tenha sangue nos ‘zóio’ pra fazer acontecer, pode fazer.
O nosso site, nós mesmas fizemos, nosso logo, nós marcamos os shows, nós fazemos nossa própria divulgação por não ter grana pra assessoria de imprensa e tudo o mais, nós que varamos a noite divulgando links por aí, nós que corremos atrás de amigos e parceiros pra ajudar a gente nesse começo e naturalmente a gente vai vendo o resultado, e cada uma dessas coisas significa MUITO pra gente. A gente lida com tudo isso da melhor maneira possível, porque é o resultado palpável de toda a nossa correria e dedicação!
Quanto ao Artillery, Exumer e Exodus, não vou nem comentar, PORQUE AINDA NÃO ESTOU ACREDITANDOOOOOOOO! hahaha Vai ser demais, me belisco todos os dias pra acreditar no convite que fizeram pra gente tocar com essas bandas, que são enormes influências pra gente. Pra mim é algo surreal ainda, só vou acreditar quando chegar o dia e dermos o nosso melhor em cima do palco! É uma p&*ˆ% de uma responsabilidade, mas lutamos pra conseguir e vamos provar que valeu à pena pra quem acreditou na gente! A chave para conseguir alguma coisa está dentro de você: acredite, se dedique e NUNCA tenha medo.
 
Agora em Março, a Nervosa faz show junto com Anthares e Desaster, sem dúvida, duas grandes bandas! Qual a expectativa para esse show e o que vocês estão preparando para ele?
Está aí outra honra pra gente! Tocar ao lado de bandas que fizeram história e foram e são importantes pra cena de alguma maneira sempre foi um sonho meu! Quando surgiu essa oportunidade, me senti muito realizada e feliz. Vai ser um grande evento, junto com bandas muito amigas e muito boas como o Hellven e o Fire Strike! Vai ser uma noite muito legal e as expectativas estão lá no alto, mesmo porque, tudo indica que o show venha a calhar com o lançamento da demo física. Nada certo, mas é uma possibilidade!
 
O espaço agora é aberto para que você mande seu recado a todas as Meninas Headbangers do país!
Muito legal pode ter um espaço pra poder falar com as Meninas Headbangers do país, e sei que são MUITAS! Como eu já disse, eu fico extremamente feliz de saber que existem outras milhares de meninas por aí que dedicam sua vida ao Heavy Metal, que o amam com toda a força e que sabem que não se trata apenas de um estilo de música, mas sim, um estilo de vida. Muito obrigada pela atenção de quem teve paciência pra ler esse pergaminho inteiro (haha) e muita força pra seguirem adiante com seus sonhos, dedicados ou não ao metal! Nada é impossível pra aquele que acredita e não desiste!
Obrigada pelo espaço, Iza, você é outra menina headbanger que admiro muito, fazendo muito bem a sua parte em prol do Metal!
Valeu e keep thrashing!




Metal Busted!

 O Metal Busted! é um programa online que visa dar maior visibilidade ao nosso underground, abrindo espaço para bandas que vem se destacando no cenário. Mas uma das curiosidades no mundo do Metal Busted! é que ele é feito somente por mulheres, sabiam disso?
Bati um papo com a Natália Ribeiro, além de escrever no Rockalogy, é uma das Meninas Headbangers da equipe e contribui na parte técnica do programa.
 
Como surgiu a idéia de montar o Metal Busted!?
Natália: O Metal Busted! partiu de uma outra ideia muito interessante.
A idéia de fazer um programa que desse o devido destaque às bandas da cena atual surgiu em uma das reuniões do MUC, Movimento Underground Carioca, uma iniciativa que partiu de mim e da Cíntia Ventania na época.
A intensão era montar um grupo para discutir e pensar em soluções para a atual cena do Rio, fomentar a realização de eventos, unir as bandas, os produtores, o público, conseguir melhores condições para as bandas, essas coisas. Essa idéia já é antiga, já houveram tentativas nesse sentido, mas a gente resolveu seguir e apostar que ia dar certo.
Conseguimos mobilizar algumas pessoas, e hoje temos um grupo que se reúne periodicamente. Foi numa dessas reuniões que veio a idéia do Metal Busted.
As meninas que fazem parte da equipe do Metal Busted, também fazem parte do MUC. O MUC é aberto para quem quiser fazer parte, o Metal Busted é um projeto com uma equipe fechada, mas que luta pela mesma bandeira do MUC. Visamos e lutamos em prol de um mesmo objetivo
 
E o que difere o Metal Busted! de outros programas?
Natália: O Metal Busted! quer mostrar o que de melhor temos na cena underground da atualidade. Temos uma quantidade enorme de bandas no underground que possuem um grande potencial, nós queremos servir como um canal para que essas bandas cheguem ao maior número de pessoas possível, apresentando seu trabalho de forma sincera e com muita garra.
 
Ter uma equipe montada somente por mulheres foi algo proposital? Como é divida as funções?
Natália: A formação da equipe aconteceu de forma bem natural, todas nós já fazíamos parte do MUC, cada uma sabia fazer ou tinha inclinação para uma coisa, nós unimos nossa vontade e demos luz ao projeto, que no momento fazemos de forma 100% independente.
Eu e a Bia Escobar ficamos com a parte mais técnica, de pós produção, finalização de vídeo, áudio, operação de câmera, edição e essas coisas.
Ana é que bota ordem no pessoal, ela toma conta para que tudo saia como planejado, controla o tempo e o corte das perguntas, além dos cuidar dos detalhes da produção
Monica Fontes e Cris Ornellas, cuidam da comunicação e da assessoria, entram em contato com as bandas, cuidam da pauta e da divulgação
Todas tem seu papel essencial na equipe, e como somos um número pequeno uma ajuda a outra do que for preciso. Não descartamos a ideia de homens na equipe, mas o fato de sermos só meninas “headbangers” na equipe foi algo natural, destino, talvez!
Quais são as maiores dificuldades de manter um projeto como esse?
Natália: No momento não contamos com nenhum apoio financeiro, tentamos baratear os custos fazendo nós mesmas todo o trabalho, mas todas nós temos nossos trabalhos, estudos e família para cuidar, sendo assim temos que nos desdobrar para que ele aconteça. Viramos a noite editando, nos reunimos nos finais de semana,.essas coisas. Quando vemos o programa pronto, tudo isso vale a pena.
Estamos nos organizando para procurarmos apoio para o programa, e acredito que vai dar certo, e as coisas vão melhorar. Já temos o nosso maior aliado, que é o público.
 
O que você acha que falta para que o Metal tenha mais espaço? 
Natália: Eu acho que o que falta é justamente mais visibilidade, sei que espaço na mídia tradicional, jornal, TV aberta, rádio FM ainda é complicado, pois Metal, de forma geral, não é um gênero pop, esteve no auge em décadas passadas, mas hoje é diferente. A internet está se tornando cada vez mais a fonte principal de informação para as pessoas e para os jovens que buscam algo novo. 
E na internet tem espaço para todos, é ao que o Metal deve se engajar, assim como tem feito. Mas o cara que está procurando um som novo ele acaba recebendo muita informação, não há um filtro, um mediador. É aí que trabalhos como o Metal Busted!, blogs como o seu, web rádios entre outras “webmídias” entram.
É aquele velho discurso, antigamente pra ouvir som o cara tinha que arrumar um K7, ir na casa do amigo que tinha o disco, subir no teto da casa pra sintonizar a Fluminense Fm, hoje se tem tudo na mão, em compensação essa informação não é bem trabalhada.
 
Esse espaço é aberto para você mandar seu recado aos bangers brasileiros!
Natália: Primeiro eu gostaria de agradecer pela entrevista e pelas ótimas questões aqui abordadas. Agradecer também a todos que estão nos apoiando e que lutam por esta mesma causa.
Convido todos a assistirem o Metal Busted! e nos acompanharem se inscrevendo no canal. 
A participação de cada um é muito importante.
 
 
 
 

Vulcano – Entrevista com Zhema Rodero

Com 30 anos de estrada, o Vulcano é sem dúvida um dos principais expoentes da cena do Metal Extremo brasileiro.
Prestes a lançar o álbum Drowning In Blood, o guitarrista Zhema Rodero cedeu gentilmente ao Menina Headbanger uma pequena entrevista.


Como foi o processo de composição e produção de Drowning in Blood?

Quando voltamos da Europa, em novembro de 2010, eu percebi que era necessário apresentarmos o novo vocalista, Luiz Carlos Louzada, a um público maior e a maneira mais rápida de isso acontecer seria um novo álbum. Assim comecei a escrever o Drowning In Blood em dezembro e em fevereiro ele já estava pronto e iniciamos as gravações no finalzinho do mês. Como não temos um estúdio só para nós, fazíamos uma sessão por semana e isso demorou um pouco para gravarmos todo ele, mas no final de julho tudo já estava pronto. Da próxima vez vou reservar o estúdio com muita antecedência, assim em um mês já é possível gravar tudo.
Bem, com relação as composições, como lhe disse, eu tinha uma certa pressa em apresentar algo novo com o Luiz Carlos, então eu fiz tudo praticamente sozinho, fiz todas as músicas e todas as letras e gravei todas as cordas. O Arthur gravou a bateria e o Luiz as vozes.



Drowning in Blood será lançado dia 18/12, num show que contará também com o Salário Mínimo, outra importante banda brasileira. Quais são as expectativas e o que vocês preparam para essa data?

Isso mesmo! Estamos nos preparando para esse dia, embora faremos um show no Zoombie Fest de Rio Negrinho/SC, e lá já estaremos executando 5 das 10 músicas do novo álbum.
Eu creio que esse show em São Paulo será muito bom, pois estaremos reencontrando muitas pessoas “das antigas”, justamente pelo fato de estarem dividindo o palco com o Salário Mínimo. Lembro que toquei uma vez com eles aqui em minha cidade (Santos), mas já assisti alguns shows deles e pelo que tenho escutado dizer o show do Salário Mínimo está montado em cima dos velhos hits da banda, será muito legal!



Vocês fizeram uma tour pela Europa e América do Sul. Como andam o agendamento de shows para tour desse novo álbum? Pretendem repetir a dose novamente?

Com relação a agenda, de concreto temos esses dois shows para dezembro, Zoombie Fest e o Blackmore, em negociação temos também em Curitiba e Porto Alegre e também em Recife. Já a turnê da Europa está toda fechada. Iniciaremos em 19 de abril de 2012 em Glasdow, Escócia, depois Birmigham, Londres, Exeter, NorWich todos em U.K e então partiremos para a Escandinávia e depois Alemanha, Itália, Suíça, Bélgica e Holanda. Serão 24 shows em 25 dias.



Como foi a recepção dos público em países europeus? De fato há diferença entre os bangers europeus e os brasileiros? 

Muito bom, não poderia ser melhor! O público participou muito de nossos shows porque reservamos um set cheio de hits do Vulcano e como os headbangers lá conhecem muito os álbuns Ao Vivo e o Bloody Vengeance, a cada música a galera delirava. Interessante era ouvir os gringos cantando em português! Nós tocamos três músicas do álbum Live! que são em português e não é que os gringos cantavam juntos?!



Nos últimos tempos houveram diversas discussões sobre a cena do Heavy Metal nacional. Você, como membro fundador de uma banda com 30 anos de carreira, o que acha que pode ser feito para que as bandas do nosso país possam ser mais valorizadas e quais são os principais erros cometidos tanto pelas bandas, quanto pelo público e por produtores?

O que vejo de fora e arrisco fazer uma análise é que existem muito mais bandas nos dias de hoje do que há 30 anos atrás. Até aí tudo vem, não há problema algum, ocorre que essas pessoa que tocam em bandas também não comparecem nos shows das outras bandas, ainda, é cada vez menor o público que comparecem nos shows, então não há público e não havendo público não há bons produtores, ninguém quer arriscar uma grana colocando um backline de primeira no palco, um P.A de ótima qualidade, iluminação etc, se não tiver retorno. Sem contar que não existem bons clubes/casas de shows que admitem a produção de bandas undergrounds e para atrapalhar mais ainda, há uma enxurrada de bandas estrangeiras e até mesmo apenas um ex-músico de uma banda estrangeira conhecida, chegando no Brasil, fazendo shows aqui e e ali, etc. Então o público acaba indo prestigiar esses eventos deixando as bandas nacionais de lado, então esse círculo vicioso é que prejudica a cena brasileira.



Por enquanto é isso, agradecemos muito a atenção e desejamos uma longa vida ao Vulcano! 

Eu quem agradeço pela oportunidade de estar respondendo para o Menina Headbanger e gostaria de complementar que eu estou esperando um ótimo show no dia 18 próximo, lá no BlackMore. Eu realmente espero que a casa esteja cheia e que o público prestigie, pois da parte do Vulcano e com certeza também do Salário Mínimo faremos o melhor de nós, assim o André do Metal Sp poderá imediatamente produzir um novo evento com outras bandas e esse ciclo benéfico poderá colocar nosso underground nos trilhos certo e sempre para frente. Um grande abraço a todos!

Quem levou par de ingressos para o 1º Metal Sp Festival foi: @RogerioRocker 

Sirenia – Entrevista com a vocal Ailyn



Eu fui daquelas que curtiu muito o auge do Gothic/Doom Metal. Amei Theatre Of Tragedy, Draconian, Tristania, Leaves Eyes e é claro, o Sirenia!


Eu já tinha feito um post sobre a makeup da Ailyn aqui , mas agora quem nos conta mais detalhes é a própria, que gentilmente nos deu uma pequena entrevista. Dá uma olhada:


Quando você começou a ouvir Heavy Metal?
Eu acho que eu tinha por volta de 15-16 anos quando comecei a ouvir música pesada.

Dentro do Heavy Metal, quais bandas você gosta?
Hmmm…  eu gosto de ouvir um pouco de tudo, então eu posso ouvir de Within Temptation até por exemplo, Megadeth.

Qual a sua rotina de beleza?                         
Eu não tenho nenhuma rotina de beleza especial. Todas as manhãs depois do meu banho eu uso creme para o rosto e então eu faço uma maquiagem simples. Delineador preto, máscara nos meus olhos e batom. Eu gosto de tentar parecer bonita, mas não quero gastar metade do dia em frente ao espelho.

Quais marcas de maquiagem você usa?
Normalmente uso MAC, Max Factor ou Loreal.

É você mesma que faz a maquiagem para fotos, vídeos e shows?
Para sessões de fotos e shows eu faço minha maquiagem.  Eu gosto de assistir alguns vídeos no You Tube para aprender diferentes modos de usar maquiagem. Mas para os clipes “The Path To Decay” e “The End Of It All” eu tive um maquiador  🙂

Sobre suas roupas e sapatos, o que você mais gosta de usar no palco?
Sobre os sapatos, eu sempre uso salto alto porque “meus garotos” (rapazes da banda) são bem grandes. Normalmente uso botas, eu gosto bastante delas 🙂 E sobre as roupas, eu acho que depende do meu humor. Alguns dias  gosto de usar esses vestidos enormes, e outros dias eu me sinto melhor usando calças. Gosto de vestir roupas que me fazem sentir bem e confortável  🙂

Quais são seus hobbies?
Gosto de usar meu tempo livre lendo, desenhando, assistindo filmes, seriados de TV ou andando de skate.

Você de dedica em tempo integral ao Sirenia, ou tem outra ocupação?
Tristemente é muito difícil viver só da música, então eu canto no Sirenia e também trabalho em um café-bar
.
Qual o melhor show que você já fez?
Eu acho que isso é difícil de responder!!! Eu sempre me divirto muito quando estamos tocando, então eu adoro todos os shows.

Qual o melhor show que você já assistiu?         
Já vi muitos shows ótimos, mas eu diria que o melhor show que eu já vi foi quando o Kamelot veio tocar na minha cidade.

O Sirenia fará uma turnê pela América do Sul divulgando o álbum The Enigma of Life. O que você conhece do Brasil e o que espera do show que fará aqui?
Eu sei algumas coisas sobre o Brasil. Gosto de ler sobre os países que estou visitando. Mas algo que eu sei com certeza é que as pessoas ficam muito agitadas quando vão assistir a um show. Isso é impressionante, e eu amo isso!!! Eu sempre tento dar o meu melhor no palco, tento dar 100% de mim mesma, mas quando o público gosta de você… Ahhh eu não tenho palavras, apenas quero oferecer 200%! 😀

Esse espaço é aberto para você mandar uma mensagem a todas Meninas Headbangers do Brasil.
Ei garotas! Espero ver todos vocês logo! Obrigada por tudo! Keep rocking! 


Data: 29 de outubro de 2011 (sábado) – São Paulo/SP
Local: Blackmore Rock Bar (Al dos Maracatins, 1317 Moema)
Horário: 20h (abertura da casa as 18h30)
Ingressos: 
1°lote: R$ 60,00 (promocional antecipado e estudante)
2°lote: R$ 80,00(promocional antecipado e estudante)
Compre o ingresso aqui


Quem tiver o ingresso pro show, aproveita que por mais R$22,00, você fica pra After Party e conhece de perto o pessoal do Sirenia! Mas tem que comprar antecipado pelo site, ok?


Site Oficial

Entrevista by Iza Rodrigues | Traduzido por Karol Lopes | Agradecimentos a Dark Dimensions

HellArise – 100% Female Heavy Metal

HellArise é uma banda formada em 2009, somente por mulheres, com um som calcado no Heavy, Thrash e algumas passagens de Death Metal. 
Já foram destaque no Garage Demos da Roadie Crew e participaram do Wacken Metal Battle – Brasil.
 
Em 2010 as meninas lançaram uma demo, contendo quatro faixas e que eu venho ouvindo atenciosamente nos últimos dias.
Eu não julgo a música pelo que ela tem de técnica, produção e outros fatores manjados dos críticos que gostam de ser os donos da verdade, e sim pelo que ela me faz sentir. Música é pra ser sentida. E nesse quesito o HellArise me trouxe boas novas. 
A semelhança com Arch Enemy em alguns trechos é evidente, mas a banda também opta por vocais limpos e algumas passagens mais lentas. Me peguei cantarolando My Outrage várias vezes. 
 
Como em toda demo, a banda ainda tem que ganhar em entrosamento,  mas isso já deve ser acertado no debut que está a caminho.
 

A vocalista Flávia Morniëtári, gentilmente nos cedeu uma entrevista, a qual segue na íntegra abaixo.

 

 
Quando você começou a se interessar por música pesada?
Já conhecia as bandas mais tradicionais, como Purple, Sabath… Mas foi no fim dos anos 90 que comecei a explorar coisas mais diferentes e pesadas.
Dentro do Heavy Metal, quais bandas você gosta e quais te influenciam na hora de compor e cantar no HellArise?
Tenho um gosto bem eclético, mesmo dentro do metal. Citaria Nightwish, Arch Enemy, Moonspel, Pantera, Within Temptation, Cannibal Corpse, After Forever, Slayer, The Gathering, Rotting Christ e Autumn como algumas das minhas bandas favoritas. Mas isso é só o começo da lista, poderia colocar muito mais coisa! 🙂
Sobre influências, especificamente desse estilo mais agressivo, a primeira e mais óbvia: Angela Gossow. Mas considero também como influência o Mark Jansen (Epica/Ex-After Forever), Ronny Thorsen (Trail Of Tears), Sakis Tolis (Rotting Christ) e a que eu conheci por último, Kinthia (Astarte). Isto mais na parte vocal. As composições das músicas sofrem influências de todas as bandas e estilos diferentes que nós (da banda) gostamos.
 
Qual o melhor show que você já assistiu e quais bandas gostaria de ver e ainda não teve oportunidade?
Nossa, muito difícil mesmo escolher apenas um show… São tantas bandas que eu gosto e muitas outras que acabei conhecendo ou gostando mais depois de vê-las ao vivo. Não consigo escolher um show só…
Essa segunda já é mais fácil: gostaria de ter visto Pantera, Queen e Elis, uma banda de Liechtenstein, cuja vocalista (Sabine Dünser) faleceu em 2006.
Agora, escolhendo shows possíveis, fico com festivais que pretendo ir: Wacken, Sweden, PinkPop e o Metal Female Voice, onde gostaria muito de tocar também!
 
Você de dedica em tempo integral ao HellArise, ou tem outra ocupação?
Adoraria me dedicar 100% a banda, mas sabe como é o metal aqui no Brasil, né?! Sou professora de inglês/tradutora e designer. E estou trabalhando nas duas áreas! Nos intervalos entre uma coisa e outra a gente arranja um tempinho pra banda. Mas são aos fins de semana que costumamos ensaiar, nos reunir e ter um tempo decente dedicado 
à banda. Como é algo que eu e as meninas gostamos muito de fazer, a gente sempre se espreme e se vira pra encaixar coisas que possam acrescentar algo para a banda, como um curso de teoria e canto, que comecei recentemente. Tenho muitos amigos com bandas, até mais conhecidas do público, que passam pela mesma coisa. Mas se você realmente gosta e realmente quer, você dá um jeito! 
 
Já sofreu preconceito por ser mulher e cantar Heavy Metal?
Parece cliché, mas é o de sempre: alguns machistas que acham que mulher não toca ou canta nada e aquela de meninas no palco =  “bandinha” de gothic metal. Se bem que melhorou um pouco de uns tempos pra cá: a galera anda respeitando mais.
Mas sempre me divirto com aquela meia dúzia de gente que dá aquela torcida de nariz quando a gente entra no palco e 5 segundos depois está com a maior cara de espanto! 😀
 
Quais são seus hobbies?
Vale falar música?! 😛 Gosto de ler, ver seriados e filmes quando dá tempo, ficar caçando bandas novas pela internet, jogar videogame em bando, ler gibis da Mônica, procurar lugares estranhos e diferentes para comer, fazer experimentos culinários (mas só quando tem gente pra lavar a louça…) e contar piadas cretinas. XD
 
Você é vaidosa? Qual a sua rotina de beleza?
Não me considero muito vaidosa, mas tenho lá minhas frescuras: adoro cremes e perfumes! Posso esquecer a carteira em casa, mas não saio sem passar creme no corpo e perfume. E acho que também o cabelo, que vivo mudando de cor e corte.
                     
Quais marcas de maquiagem você usa (se usa)?
Como eu tenho alergia a quase tudo nessa vida, minha maquiagem se resume a: lápis de olho preto (Contém 1g), batom em tons de vermelho/vinho (Maybelline) e vez ou outra, creme-base hipoalergênico (Spectraban).
Que ítem de beleza você não sai de casa sem?
O lápis preto e o batom. E sempre tem um creme de mão na bolsa… 
Sobre suas roupas e sapatos, o que você mais gosta de usar ?
No dia-a-dia eu sou mais “largada”: camisetas ou blusinhas, calça jeans e tênis. Normalmente um preto ou que combine com os desenhinhos da blusa. All-star, quando se tem vários pares de cores diferentes, é uma coisa ótima! 😛 Mas adoro botas! Adoro um motivo pra sair de bota de couro. Só que sempre pretas. Não sei porque não consigo gostar de marrom…
Esse espaço é aberto para você mandar uma mensagem a todas Meninas Headbangers do Brasil.
Uma coisa muito importante: dar valor e apoiar o metal nacional! Tem muita banda de qualidade excelente que não é muito reconhecida e não dão o devido valor por ser “daqui”. Já está mais do que na hora de isso mudar!
E pra mulherada que quer ter uma banda: corram atrás!! O pessoal está reconhecendo cada vez mais que a gente pode sim fazer som pesado!!
 

HellArise – Demo
1. Liar
2. Deadfall
3. My Outrage
4. Human Disgrace




Formação atual:


Flávia Morniëtári – Voz (Limpa e gutural)
Renata Petrelli – Guitarra
Mirella Max – Bateria
Patrícia Schlithler – Baixo e backing vocal
Aline Fernandes – Guitarra