Mulheres no Metal

Mulheres no Heavy Metal








A importância das mulheres no mundo do Heavy Metal é indiscutível. Tocando, cantando, e/ou produzindo elas conseguiram conquistar o seu espaço.
 
Nesse pequeno documentário você poderá conhecer um pouco da história do Heavy Metal brasileiro, com as mulheres que nas décadas de 80 e 90 montaram suas bandas e mostraram ao país que o “sexo frágil” entende sim de música pesada.
 
Feito em parceria com a Associação Imagem Comunitária, “Mulheres no Metal” trás, mesmo que de forma enxuta, um apanhado de depoimentos de parte das mulheres que marcaram a história. ValHalla, Miasthenia, Flammea dentre outras.
 
Uma iniciativa louvável e espero que sirva de exemplo e incentivo para que outros projetos tão interessantes quanto surjam.
 
 
 

 

Behind The Beast – Iron Maiden

Grandes produções sempre me fascinaram. Toda vez que assisto um espetáculo, presto atenção em todos os detalhes possíveis. E como um dos meu jobs é o de produção de eventos, imagino tudo que foi preciso para tornar aquele espetáculo real, para que todos aqueles detalhes funcionem no momento certo.
Depois da tragédia que foi o Metal Open Air, fiquei pensando o quão importante vem a ser esse documentário do Iron Maiden, “Behind the Beast”, para todos aqueles que trabalham ou desejam trabalhar com organização de shows e eventos, culturais ou não.
A Donzela de Ferro é, incontestavelmente, uma das maiores bandas de Heavy Metal da história. Fazem shows gigantes, dignos de se chamarem espetáculo, para milhares de pessoas…Mas como é feito tudo isso?
Behind The Beast conta pequenos detalhes da engrenagem que faz tudo dar certo. Como abordado nesse post aqui, não se trata de um documentário focado no Iron Maiden, a banda, e sim em todo o processo necessário para que uma grande turnê – como a “The Final Frontier Tour” – aconteça.
A “Killer Krew”, como é chamada a equipe que acompanha o Iron Maiden, é composta por cerca de 50 pessoas (sim, cinquenta!) que ao decorrer de quase uma hora e meia de documentário, você consegue entender que cada um é peça fundamental para que tudo ocorra como planejado. Aliás, planejamento é a palavra chave de tudo isso.
Para a “The Final Frontier Tour” a banda decidiu investir na sua própria aeronave, o Ed Force One, já que havia uma grande dificuldade em vincular voos e fretes, ter um meio próprio de levar o necessário em pessoal e equipamento parecia ser a melhor solução. O avião foi desmontado e seguiu um projeto de engenharia para que metade dele, ao invés de pessoas, carregasse equipamentos. Nada mais que cinco toneladas de instrumentos, consoles, cabos e tantas outras parafernalhas (só para que todo equipamento esteja dentro da aeronave, leva-se mais de 4 horas).
Tudo ali é treinado. A equipe treina a melhor forma de acomodar os equipamentos no Ed Force One, o cenário começa a ser desenhado com mais de um ano de antecedência, a iluminação é desenhada da forma que realce ainda mais as cortinas utilizadas, para shows completos, como os que aconteceram no Brasil, o Big Eddie é enviado meses antes, por navio!
Imprevistos acontecem sempre, mas saber contorná-los tem que fazer parte de quem trabalha nessa área, e em “Behind The Beast” a Killer Krew se vira bem. Locais com palco torto e estruturas enferrujadas, fiação exposta e ameaça de bomba, e mesmo assim, o Iron Maiden sobe ao palco e faz o seu show.
Recomendo não só para os fãs da banda, mas também a todos curiosos, aspirantes e profissionais dessa área apaixonante!
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O Behind The Beast vem no Disco 2 do DVD “Iron Maiden – En Vivo”, gravado em Santiago, Chile, em 2011. Num setlist com 17 músicas e imagens captadas por 22 câmeras.

Iron Maiden – En Vivo [primeiras impressões]

O Menina Headbanger foi convidado  para assistir o novo DVD do Iron Maiden, “En Vivo”, gravado em Santiago, no Chile.  o/

Como o evento foi num horário em que eu não poderia comparecer, tivemos lá uma boa representante: Flávia Morniëtári, vocalista da HellArise. (que eu fiz um post aqui).
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Manhã de quarta-feira, aquela garoa fina e aquele trânsito monstrengo, coisas características de São Paulo. Com esse “background”, fui para a EMI, onde nos seria apresentado o novo DVD/CD do Iron Maiden, “En Vivo” (gravado ao vivo no Chile) em uma preview exclusiva para alguns veículos de comunicação.
Ao chegar, fomos muito bem recebidos e acomodados pela equipe da EMI, e também avisados que a exibição duraria por volta de 2h.
 
Confesso, a princípio, que pensei iria ver “mais do mesmo”, outro show do Iron, por duas horas. Mas fui surpreendida de uma maneira muito boa! 
 
Explico: 
O começo da apresentação do produto ficou a cargo do manager da banda, Rod Smallwood, em um vídeo exclusivo, gravado somente para este preview.
 
Logo depois, ao invés dos shows, fomos brindados com um extra do material, um documentário chamado “Behind The Beast”, produzido pela própria equipe da banda, que foi simplesmente fantástico! Você deve estar pensando, “Ok. Mais um documentário do Maiden. E daí?” Acontece que a surpresa boa foi exatamente essa: não é mais um documentário que fala sobre o Maiden, a banda, seus integrantes, discos, etc; é um registro de todas as pessoas que trabalham por trás disso tudo e fazem uma tour como a “The Final Frontier World Tour” possa ser realizada em lugares diferentes no mundo, tentando manter a mesma qualidade, não importando onde.
 
Este foco na Killer Crew (como eles se auto-denominam), além de mostrar o trabalho que dá produzir cada show e deixar cada detalhe em ordem, tira completamente a estigma de “apenas mais um DVD para fans” que normalmente qualquer material do Iron lançado nessa altura do campeonato traria.
 
Quem tem banda ou faz produção de shows sabe a trabalheira que é produzir qualquer coisa – principalmente aqui no Brasil – por menor que ela seja. Neste documentário, a gente viu detalhes, dificuldades e todo o trabalho que o pessoal que “pega no pesado” teve para colocar tudo em ordem. Foram aproximadamente 88 minutos que não senti passar porque realmente, mesmo não sendo lá uma fanzoca de Maiden, fiquei MUITO entretida.
 
Logo depois de terminado o documentário, vimos algumas músicas do show propriamente dito, onde acho que vale destacar uma coisa: a edição. Esse show foi gravado com mais de 22 câmeras e, por causa disso, permitiu uma edição diferente, recortada e com muitas sobreposições, muito interessante pra quem se liga nesse tipo de coisa.
 
Minha opinião geral? É um material que certamente vai ser um prato cheio para os fans de plantão da banda, mas que também é bem interessante para o pessoal ligado em música, produção e shows, no geral.
 
Este material vai estar disponível em DVD, CD e Blu-Ray e o lançamento oficial, aqui no Brasil, foi ontem, dia 30 de março.
 
Em breve uma resenha completa aqui no Menina Headbanger!
 
Texto por Flávia Morniëtári

Tenacious D – Uma Dupla Infernal

Tenacious D é uma banda americana formada em 1994 e que no ano de 2006 lançou o filme “Tenacious D In The Pick Of Destiny“, traduzido no Brasil como “Tenacious D – Uma Dupla Infernal”

O filme conta a história de dois homens que sonham em virar rockstars, mas que para isso precisam encontrar a “palheta do destino”. A palheta em questão é vinda do próprio Diabo e é o que faz os guitarristas tocarem de forma tão mágica. Cômico? Muito!

 
O filme vale ainda mais a pena por ter a ilustre participação de ninguém menos que o único e incomparável Ronnie James Dio (R.I.P)!! 


Tenacious D apresenta de forma alegre e bem humorada esteriótipos da vida rock style e músicas com letras engraçadíssimas.


Pra quem é fã de música pesada, o filme é imperdível!

Monty Python – Em Busca do Cálice Sagrado

Só o fato desse filme estar entre as mais importantes comédias de todos os tempos já é motivo para assistir. Mas eu digo mais: Nunca ri tanto de algo tão simples.

A  história se passa na Idade Média e é uma comédia, ora absurda, ora política, com críticas a alta sociedade. Tudo feito de forma hilária e simples.

Quem é acostumado com grandes produções irá estranhar, aqui é tudo propositalmente simples (e tosco). Mas revolucionário para a época, já que o filme foi rodado na década de 70.

Vale assistir? No mínimo duas vezes!


Global Metal – A Jornada Continua

Do mesmo diretor de “Metal – Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal”, Sam Dum, Global Metal aborda a música pesada por uma ótica diferente de qualquer outro documentário do gênero.

 
Global Metal mostra que o Heavy Metal consegue estar presente em locais inimagináveis. Independente de raça, religião, moda ou qualquer outra divisão da sociedade.
 
Israel, Brasil, Índia, Japão, China, Indonésia, Emirados Árabes…Global Metal consiste numa viagem a esses países em busca de headbangers e em saber como o Heavy Metal é tratado nesses lugares.
 
Imagina um religioso ir rezar numa mesquta com camiseta de banda? Ou em lugares onde há conflito entre religiões, na hora de um show de Heavy Metal todos se unem?
 
É a música pesada unindo povos.
 
 
 

 

Metal – Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal

 
A mídia não especializada normalmente peca ao falar sobre “metaleiros” (Argh!) com denominações esteriotipadas e na maioria das vezes preconceituosas e errôneas. 
Mas aqui, isso não acontece. Se documentários em si já são apaixonantes, imagine só um documentário sobre Heavy Metal e feito por um Headbanger?!
 
Exibido em somente sete salas de cinema em todo o país, Metal: Uma Jornada Pelo Mundo do Heavy Metal (detestei a tradução, o nome original é Metal: A Headbanger’s Journey), vem recheado de curiosidades.
 
Abordando vários temas como o início do Heavy Metal, de onde surgiu essa nomeação, o significado dos chifrinhos feito com as mãos, o Glam, ocultismo, Black Metal Norueguês, mulheres MetalHeads etc. E a trilha sonora não poderia ser melhor! Só coisa boa.
 
Como todo bom documentário, há também entrevistas com especialistas como uma senhora antropóloga e até um padre!
Os pontos altos são as entrevistas com o Mayhem, Slayer (com Tom Araya declarando ser católico), Dee Snider do Twisted Sister, Dio e etc.
 
Como nem tudo é perfeito, o documentário também tem pontos baixos de chatisse aguda:
 – Sam Dum (o autor) poderia não contar em tantos detalhes sua vida, ninguém está interessado no currículo dele.
 – Entrevistar adolescentes com cara de mimados é no mínimo, perda de tempo.
 -E os malditos rótulos! Sam Dum faz um tipo de árvore genealógica do Metal, com rótulos desconhecidos e algumas denominações tanto quanto estranhas (Porque afirmar que Scorpions é Power Metal, é algo bem forçado, não?).
 
Obrigatório assistir!