Quem é o Headbanger brasileiro?

Quem é o Headbanger brasileiro?

Você tem uns minutinhos pra ouvir a palavra de Dio?

Pesquisa fechada. Em breve os resultados estarão online com uma pequena análise.

A pergunta pode soar muito estranha, mas é basicamente isso o que quero descobrir:

Quem é o Headbanger brasileiro? 
O que comem? Como vivem? Sexta no Globo Repórter.
Sou estudante de Marketing Digital e quero fazer algumas mudanças na produção de conteúdo do blog  e preciso saber o que, na internet, pode ou não dar certo com esse nicho.

Como não há disponível nenhuma pesquisa assim, o resultado estará online em 30 dias para que qualquer pessoa possa ter acesso. Creio que o resultado possa trazer benefícios para o Heavy Metal brasileiro em geral. Muitas empresas e bandas do ramo parecem desconhecer totalmente seu target.

Existem sim mestrandos em sociologia e publicidade interessados no resultado, para que possam agregar em suas dissertações. Como eu disse, é uma pesquisa que servirá para bastante pessoas, mas o meu intuito é descobrir, basicamente, o que o headbanger brasileiro gosta, compra, faz, acredita etc. para que eu possa produzir conteúdo na internet mais direcionado.
Após a pesquisa fechada, o resultado ficará exposto para todos e espero que ajude não só quem faz parte da mídia especializada, mas também as bandas, produtores de shows, gravadoras e quaisquer outros empreendedores especializados e pesquisadores que queiram conhecer melhor esse público.

São todas perguntas de múltipla escolha, você não vai precisar digitar nada e nem inserir nenhum dado seu.
Simples, né? 
Ajuda essa blogueira a produzir um conteúdo cada vez melhor?

Pesquisa fechada. Em breve os resultados estarão online com uma pequena análise.


Protestos: O que os headbangers tem a ver com isso?

Michel Filho/Agência O Globo
Protestos: O que os headbangers tem a ver com isso?
Não conseguiu visualizar? Te ajudo!
 
Notou o quanto os valores de ingressos pra shows de Metal estão caros?
Os instrumentos musicais e demais aparelhagens são muito mais baratos em outros países?
Que a Virada Cultural em São Paulo não teve palco Rock nesse ano?
Que a Lei Rouanet só concede benefícios a artistas que não precisam?
Que as casas de show tem que pagar uma boa grana ao Ecad, em relação a direitos autorais das músicas executadas e que, misteriosamente, quase nenhum artista recebe o dinheiro que deveria ser transferido para eles?
 
O Heavy Metal sempre teve seu lado contestador. Sobre política, guerra, dinheiro, religião e etc. Até onde você REALMENTE absorveu as letras de tantos dos nossos hinos?
Sim, você faz parte de uma cultura que SEMPRE correu na contramão. Sempre contestou o errado. Que nunca concordou com a massa, com a mídia. Heavy Metal é e sempre foi assim. E se você discorda, desculpe-me, talvez ainda não tenha entendido todo o universo da música pesada e está dentro de uma cultura que prega ao contrário de tudo que você acredita.
 
Não se trata de partidarismo. Não se trata somente de aumento de tarifas no transporte. 
Quão melhor nosso país seria se não houvesse corrupção? Se o salário mínimo fosse um valor decente? Se educação, saúde e segurança fossem prioridades? Se os impostos não fossem tantos e tão caros?
Você está satisfeito com o país que tem? Tá cansado de ser taxado de baderneiro, rebelde sem causa, vagabundo, vândalo e afins?  Chegou a hora de começar a dar um basta em tudo isso. Movimente-se!

Por um Brasil sem corrupção, por uma polícia bem treinada, por um salário digno a todas as classes, por bons hospitais públicos, por educação de qualidade, por bandido na cadeia, por fácil acesso a cultura e muito mais. 
O Brasil NÃO É um país pobre. É um país mal comandado e cabe a nós, eu e VOCÊ, exigir de quem está no Governo, melhorias pro lugar onde vivemos.
 
Não são só R$ 0,20. 
É a SUA vida. O país em que VOCÊ mora. É o dinheiro que sai do SEU bolso. 
Você também faz parte de tudo isso.

Não se satisfaça com pouco. Fiscalize quem está no poder. Exija os seus direitos. Não engula qualquer coisa. Faça sua voz bradar. Recuse/Resista

It’s time to change
It can’t stay the same
Revolution is my name
Pantera

Saiba como protestar nas ruas ou em casa CLICANDO AQUI

Por um país sem corrupção

Lembrou de outras músicas de Heavy Metal com letras de protestos? Deixe nos comentários 😉

Mulheres no Black Metal Brasileiro

Mulheres no black metal brasileiro


As mulheres conseguiram conquistar seu espaço nos mais diversos sub-gêneros do Heavy Metal, inclusive nos mais obscuros e extremos, como o Black Metal.

Muito pouco fala-se de Black Metal e quando se fala, é sempre dando ênfase na cena norueguesa e deixando outras ótimas bandas cair no esquecimento.

O Brasil teve uma cena muto forte no estilo, principalmente no final dos anos 90 e muitas das bandas dessa época ainda estão na ativa.

Diferente do que muitas pessoas pensam, nem todas as bandas de Black Metal tem letras com temática Satanista e Luciferiana, muitas optam por tratar de outras religiões, pouco conhecidas.

Fiz uma pequena lista de bandas brasileiras que contém mulheres na formação e que também cantam em português.

LUXÚRIA DE LILITH

Luxúria de Lilith - mulher black metal

O Luxúria de Lilith é uma banda de Goiânia/GO, que surgiu em 1994 e tem na formação Larakna (Guitarra e vocal), Megaira (guitarra) e Arkana (baixo).


Conheça mais sobre o Luxúria de Lilith




MIASTHENIA

Miasthenia - mulher black metal
O Miasthenia é uma banda de Pagan Metal de Brasília/DF que tem nos vocais e teclados a Hécate.
O Miasthenia surgiu em 1994 e a temática lírica gira em torno das religiões incas.
A banda encontra-se em estúdio gravando o próximo álbum.

Conheça mais sobre o Miasthenia



 

OCULTAN

Ocultan - mulher black metal

O Ocultan é uma banda paulista de Black Metal que surgiu em 1994 e tem como guitarrista Lady Of Blood.
As letras do Ocultan pairam em torno da temática de cultos afro-brasileiros denominada Quimbanda.

Conheça mais sobre o Ocultan


HECATE

Hecate - mulher black metal

O Hecate surgiu em 1995 em Fortaleza, Ceará e tem como guitarrista a Pagan Priestess.




Conhece mais alguma banda brasileira do estilo que tenha uma mulher? Deixe nos comentários! 😉

Too sexy for Metal?

(Esse texto foi escrito por mim, Iza Rodrigues e pela Natália, do blog Rockalogy)

A verdade é que o Heavy Metal é um gênero predominantemente masculino. Mas se formos comparar, boa parte das culturas musicais também o são. No Metal uma série de elementos estão ligados à virilidade, à masculinidade e a agressividade, seja no som, seja na “dança”, pensando aqui as “rodas”, os moshs e o próprio “headbanging”. As meninas que se sentem atraídas pelo Metal, pelos mesmos motivos, ou motivos semelhantes aos dos meninos e têm de conviver com a questão de serem uma minoria, nem sempre respeitada, no meio.

Além de terem de resistir à pressão da própria sociedade, as meninas headbangers devem resistir aos preconceitos existentes no próprio meio, tanto da parte dos meninos quanto da parte das meninas. Ela precisa provar para os rapazes que conhece e que gosta de Metal tanto quanto, ou mais, que eles e para as meninas, provar que não estão apenas afim dos metalheads cabeludos.

Esse post foi inspirado por comentários gerados a partir de um vídeo de uma apresentação da banda Nervosa, cujo foco era o figurino da baixista e vocalista Fernanda Lira, mais exatamente sobre o tipo de calça que ela estava usando na apresentação. Enquanto alguns meninos elogiavam, apoiando a atitude ainda que com alguma ironia, algumas meninas mostravam certo tom de reprovação em seus comentários, dizendo que a calça era apertada demais.
Roupas da Fernanda Lira da banda Nervosa
Visual do Iron Maiden nos anos 80

Sabemos que Fernanda Lira é o que podemos chamar de uma “true headbanger”, ela possui uma longa estrada do Metal além de ser uma ótima musicista, isso não impede que ela e as outras meninas, Prika Amaral e Fernanda Terra, façam uso de figurinos mais ousados, explorando atributos femininos como a vaidade e a sensualidade, levando isso para cima do palco e para o Thrash Metal que elas tocam.


Vale ressaltar que o tipo de calça que estamos falando já era consagrado dentro do próprio Heavy Metal e era usada por homens, que entre outras coisas estavam a fim de deixar mais a mostra a sua sexualidade.
Visual do Iron Maiden nos anos 80
Mesmo dentro de um estilo onde o público masculino é predominante, as mulheres, mesmo que aos poucos, conseguiram marcar presença ao longo dos anos. Cada qual em seu estilo, Doro Pesch, Angela Gossow, Liv Kristine Spanaes, Tarja Turunen, Simone Simons, Floor Jansen, Sharon Den Adel, dentre tantas outras, chamam atenção não só pelo seu talento, mas também pela beleza e visual. E eis aqui o ponto principal desse texto. O visual sempre foi importante dentro da cena, tanto para as meninas, quanto para os meninos.

Dizer que o headbanger não liga para estética é um erro, o gênero tem uma preocupação muito grande com assuntos relacionados à estética. Quanto aos headbangers, se não se importassem com a aparência não perderiam tempo escolhendo camisetas (alguns até pintam as próprias), não esfolariam os dedos colocando rebites em jaquetas ou tentando desfiar um jeans. Também não desembolsariam horrores numa jaqueta de couro, num cinto de bala, num tênis branco, num coturno. Nem ficariam anos sem cortar os cabelos. Muitos até pintam, escovam, hidratam… Isso não é “estética pura”? Sim, porém moldada ao estilo alternativo que os ouvintes de Heavy Metal seguem.

De acordo com o Dicionário Michaelis, a palavra “moda” significa:  

1 Uso corrente. 2 Forma atual do vestuário. 3 Fantasia, gosto ou maneira como cada um faz as coisas.

Hoje existem empresas especializadas em moda alternativa. Calças, jaquetas, camisetas, calçados e acessórios estão a fácil acesso. E se a pessoa se identifica com a música e com o tipo de vestimenta característica dos headbangers, porque não?

Partindo do princípio que a moda headbanger é para ambos os gêneros, não é de se estranhar que as mulheres também moldassem o visual Headbanger às suas curvas. Sendo assim, as calças ficaram ainda mais coladas, os coturnos ganharam plataformas, as jaquetas e coletes se adaptam a cintura fina. É sexy? É atitude? Sim, e o Heavy Metal também é feito disso, não? E não é por ser uma “Menina Headbanger” que ela tem que se vestir exatamente como os homens. Mulher, em qualquer esfera da sociedade, quer se sentir bonita, confortável e consequentemente atraente. Veja bem, o “atraente” é consequência e não principal motivo. 

Há também as que colocam a sexualidade como principal fator na sua existência dentro da cena do Heavy Metal. São as famosas “Maria shampoo”, “Maria palheta”, “caça cabeludos” e etc. Mas isso é assunto para outro texto.

Tocamos no assunto com duas mulheres headbangers, veja só:

“Sabemos que as mulheres no Metal de hoje tem tudo com mais facilidade, são mais independente e conseqüentemente gastam mais com vaidade que os homens, isso é fato!! Trabalho com comercio nesse ramo undergroud á quase 8 anos (minha loja tem 2 anos) e posso afirma que a mulherada do Metal é MUITO vaidosa, sexy e posso até dizer que algumas gostam de provocar mesmo! Mas vamos questionar uma observação num meio com homens cabeludos, usando visual de banda, coturnos e etc. Nós teriamos que nos vestir como eles?? Não né! Com tantas lojas, tanto material diferente, roupas de vários modelos, quem conseguiria vestir uma calça Jeans e uma blusa masculina? Quando se esta dentro de uma tribo é normal que tenhamos características daquela tribo, então no Metal não iria ser diferente. Em relação as calças, eu particularmente adoro calças apertadas, quanto mais melhor e tenho vários clientes na loja homens e mulheres que compram usam e fazem o maior sucesso!! Acho que quando você recrimina um estilo de alguém da sua tribo você não está no lugar certo.
Nosso estilo hoje é referência pra estilistas do mundo todo, existem várias marcas que trabalham só com moda alternativa que vai do jeito mais despojado até o Dark. Então vamos aproveitar que estamos na moda e extravasar. Afinal somos uma galera de atitude independente do gênero”

Alinne Madelon, empresária da loja Metal Fatality e vocalista da banda The Knickers 

guitarrista do Impacto Profano e Trinnity
Fernanda Cals

“Eu gosto de me vestir bem, não só no palco, mas em qualquer lugar. Uso a roupa que eu quero, que eu me sinto bem usando. Isso é o mais importante. Quando subo no palco com o Impacto Profano, procuro uma roupa que seja feminina e confortável ao mesmo tempo, e que tenha a ver com a temática da banda. Gosto muito das roupas da Black Frost e dos corsets da Madame Sher. Calçados eu geralmente escolho botas e coturnos sem salto, pois são os que me dão maior equilíbrio.Penso o seguinte: pra criticar, sempre tem alguém. Seja por vestir uma calça largona no palco ou uma que seja justa demais. Seja por usar um corset ou uma blusa de banda…ou seja porque a pessoa é recalcada ou invejosa e usa outras coisas como motivo (como por exemplo o visual) só pra falar merda. Além disso, é impossível agradar todo mundo, AINDA BEM! Então o negócio é ser feliz sendo quem você é.”Fernanda Cals, guitarrista das bandas Impacto Profano e Trinnity 

Trinnity
Fernanda Cals com a banda Trinnity
Loja de moda alternativa

E pra você? Heavy Metal e Moda caminham juntos? Já se sentiu discriminado (a) por causa do visual (ou da falta dele)?



Rockalogy
Loja Metal Fatality
The Knickers
Impacto Profano
Nervosa
Trinnity

2 anos sem Ronnie James Dio

 

Há exatos 2 anos atrás o mundo da música pesada perdeu uma das suas maiores vozes. Ronnie James Dio, diagnosticado com câncer, nos deixou um legado incrível e inquestionável.
 
Como essa data não pode passar em branco NUNCA, eu presto homenagem a esse gigante do Rock no meu programa, Louder Than Hell, que vai ao ar hoje na Dark Radio.
 
Duas horas de Dio, Rainbow, Black Sabbath e Heaven and Hell.
 
Hoje, 16/05 às 19h.
Com reprise dia 17/05 às 13h e 19/05 às 22h
 
You’re a rainbow in the dark!
 

 

Metal Open Air – Muito AIR pra pouco METAL

E é isso…

 
O que devia ser o maior evento de Heavy Metal dos últimos tempos, minguou.
 
Com promessas de um mega festival, 47 bandas, 3 palcos, camping, churrascaria no maior estilo Mad Butcher e etc…..sim! Esse era o Metal Open Air!
E lá se foram os Headbangers desse Brasil (e de outros países também), juntando suas economias e viajando até São Luiz, Maranhão…E confesso: só não fui pelo quesito grana, caso contrário, sem dúvida alguma, estaria lá! 
 
Eu e tantos outros amigos da imprensa especializada, nos focamos nesse fim de semana em levantar informações DE FONTE SEGURA, sobre o que estava acontecendo.
 
Sei de pessoas que foram lá para prestigiar uma boa música, mas acabaram trabalhando, ralando muito. Deram o seu melhor para que as coisas caminhassem, mas o fato é que sem planejamento não se faz um evento desse porte.
 
Das 47 atrações, 34 não se apresentaram.
Por falta de pagamento de cachê, passagens aéreas, contrato, equipamento, segurança e pelo cancelamento do último dia do festival.
 
Foi de um profissionalismo enorme as bandas que, apesar dos problemas, subiram ao palco para levar aos bangers o que eles queriam: Heavy Metal!  Isso se chama RESPEITO!
 
Espero que todos os headbangers que foram ENGANADOS, gastando o dinheiro que não tinham indo até lá para ver banda X ou Y, não deixem isso barato. Procurem seus direitos! Não se deem por satisfeitos em terem assitistido alguns shows, que por mais fodas que possam ter sidos, não foi isso que foi vendido a vocês!
 
Se a culpa é de produtor X ou Y eu não sei. Se houve perseguição política, quebra de contratos com patrocinadores ou qualquer outro tipo de boicote, eu não sei. Que a justiça decida. Que os culpados sejam punidos de forma severa e que a cena do Heavy Metal do nosso país não afunde, não se separe ainda mais.
 
In Heavy Metal We Trust
 
———–
 
BANDAS QUE SE APRESENTARAM :
Ácido, Almah, Anvil, Dark Avenger, Destruction, Exciter, Exodus, Korzus, Legion Of The Damned, Megadeth, Orphaned Land, Shaman e Symphony X.
 
CANCELADOS: 
André Matos, Annihilator, Ânsia de Vômito, Anthrax, Attomica, Baranga, Blind Guardian, Charlie Sheen, Carro Bomba, Dio Disciples, Drowned, Expose Your Hate, Fear Factory, Fúria Louca, Grave Digger, Hangar, Headhunter Dc, Matanza, Megahertz, Motorocker, Obituary, Obskure, Otep, Ratos de Porão, Rock N Roll All Stars, Saxon, Semblant, Shadowside, Stress, Terra Prima, Torture Squad, Udo, Unearthly e Venom.

 

 

Metal Queens – Girls, bang your heads!

Olá pessoas, como passaram o fim de ano? Encheram a cara?
O meu foi ótimo! Muita picanha e Budweiser!
Desejo que 2012 seja um ano de muito sucesso pra todos nós! =D


E pra começar o ano bem, nesse sábado estréia (foda-se a nova ortografia) o Metal Queens, programa voltado às mulheres que fazem Heavy Metal, na webrádio Rock Freeday.
Sim, além de encher o saco de vocês por aqui, agora vocês terão a oportunidade de ouvir minha voz de gralha! =D

A primeira edição do Metal Queens é voltada ao Metal Nacional (Siiiim, tem muita mulher brasileira fazendo som pesado) e eu espero que vocês curtam!

Metal Queens
Produção e Apresentação: Iza Rodrigues (Menina Headbanger)
Todos os sábados às 16h
Reprise aos domingos às 16h

Ouçam em: Rock Freeday Dá pra ouvir por celular também!!